A Alemanha elevou o alerta para a gripe aviária após um aumento muito rápido das infeções, com impacto simultâneo em aves de produção e na fauna selvagem. Em Portugal, a Direção-Geral de Alimentação e Veterinária confirmou um novo caso do subtipo H5N1 numa cegonha-branca em Portimão, levando a 29 o número de focos identificados este ano. O risco para a população em geral mantém-se considerado baixo, mas as medidas de biossegurança continuam a ser essenciais.
Alemanha eleva o nível de risco
As autoridades alemãs assinalaram uma progressão rápida da doença, com presença do vírus em explorações e em aves selvagens. O Instituto Friedrich-Loeffler classificou o risco de novos surtos como elevado e destacou que, pela primeira vez nesta vaga, os grous estão entre as espécies mais afetadas.
No terreno, os serviços veterinários intensificaram recolhas de amostras e ações de contenção em explorações, com reforço de limpeza e desinfeção, restrições de movimento e abates sanitários sempre que necessário. A época migratória de outono funciona como amplificador, exigindo vigilância apertada nas zonas de passagem de aves.
Mortandade de grous em Linum
Na zona húmida de Linum, a norte de Berlim, voluntários recolheram dezenas de grous mortos, num cenário que se repete com a passagem de grandes bandos em migração outonal. As autoridades regionais reportaram ainda o abate de animais em explorações para conter a propagação do vírus.
Portugal volta a registar H5N1
Em Portimão, foi detetado H5N1 numa cegonha-branca, elevando para 29 o total de focos confirmados em 2025. A DGAV reforça o apelo ao cumprimento rigoroso das práticas de biossegurança nas explorações avícolas para reduzir contactos entre aves domésticas e selvagens.
Europa em vigilância reforçada
A circulação do vírus acompanha as rotas migratórias. Desde o verão, vários países europeus notificaram ocorrências, com intensidade variável consoante as zonas de maior densidade avícola e os corredores de migração.
Risco para humanos e recomendações
As avaliações europeias mantêm o risco para o público em geral como baixo e baixo a moderado para trabalhadores expostos. A orientação é clara: não tocar em aves doentes ou mortas e reportar imediatamente qualquer ocorrência às autoridades competentes.
O que está em causa para o setor avícola
A confirmação de casos na fauna selvagem aumenta a pressão sobre as explorações em regiões sobrevoadas por grandes fluxos migratórios. Em contextos de risco elevado, as medidas incluem reforço de biossegurança, limitação de acessos a instalações, proteção de alimentos e água e, quando necessário, abates sanitários para travar cadeias de transmissão.
Detentores de aves devem impedir o contacto com aves selvagens, reforçar a limpeza e desinfeção de equipamentos e comunicar de imediato qualquer suspeita. Para o público, recomenda-se evitar o manuseamento de animais mortos ou doentes e contactar os serviços oficiais perante mortalidade anómala.
















