O turismo de natureza continua a ganhar espaço entre os destinos procurados durante os meses mais quentes e há uma aldeia portuguesa que começa a despertar a curiosidade além-fronteiras graças às suas piscinas naturais e paisagens de montanha. Situada na Serra da Estrela, esta localidade tem vindo a ser apontada como alternativa às praias mais concorridas da Península Ibérica.
De acordo com o portal Diario del Viajero, Cortes do Meio, no concelho da Covilhã, foi oficialmente reconhecida em 2019 como a “capital mundial das piscinas naturais”. A aldeia, inserida no Parque Natural da Serra da Estrela, reúne várias zonas balneares formadas ao longo da Ribeira de Cortes.
Destino longe das praias cheias
A publicação espanhola destaca a proximidade relativa do destino para quem viaja desde Madrid, referindo que a deslocação de automóvel pode demorar menos de cinco horas. Segundo a mesma fonte, a localização tem vindo a atrair visitantes que procuram fugir às praias mais massificadas e optar por ambientes mais tranquilos.
Além das zonas de banhos, a envolvente é marcada por cascatas, trilhos de montanha e áreas de vegetação densa. Existem pelo menos 19 piscinas naturais na região, embora apenas 12 sejam consideradas acessíveis ao público.
Piscinas naturais que mais chamam a atenção
Entre os locais mais conhecidos está o Poço da Ponte Velha, identificado pelo Diario del Viajero como uma das zonas mais fotografadas da aldeia. O espaço é atravessado por uma ponte em pedra e apresenta águas pouco profundas, sendo frequentemente procurado por famílias.
Outra das áreas destacadas é o Poço da Fatela. Conforme a mesma fonte, trata-se de uma piscina natural alimentada por uma cascata, com águas de tonalidade esverdeada. O local tornou-se um dos pontos mais divulgados nas redes sociais por visitantes que passam pela Serra da Estrela.
Há cascatas, relvados e zonas de piquenique
O Poço da Monteira surge como uma das zonas mais preparadas para estadias prolongadas. O espaço inclui áreas relvadas, locais de piquenique e um pequeno apoio de bar, funcionando como uma espécie de praia fluvial da aldeia.
Mais acima na ribeira encontra-se o Poço das Azenhas. Explica o site que esta zona mantém vestígios de antigas fábricas de lã, integradas hoje na paisagem natural. A presença dessas estruturas industriais abandonadas continua a marcar a identidade histórica da região.
Locais mais reservados continuam a existir
O Poço do Funil é apontado como uma das opções procuradas por quem prefere zonas menos movimentadas. Segundo a mesma fonte, a profundidade da água permite mergulhos junto a uma cascata de média dimensão. Também o Poço do Combarão aparece entre os locais mais reservados. De salientar que a vegetação densa e o isolamento natural criam um ambiente mais silencioso, afastado das zonas habitualmente mais frequentadas.
Ao longo da ribeira existem ainda outras piscinas naturais, como o Poço do Forno Velho, o Poço da Formiga e o Poço do Embude. Estes locais são áreas de água cristalina alimentadas diretamente pelas linhas de água da montanha. Algumas destas piscinas estão ligadas por pequenos percursos pedestres e pontes de madeira. Refere a mesma fonte que várias zonas mantêm sombras naturais e condições propícias para permanências mais longas durante os dias de maior calor.
Percurso termina a mais de 1.000 metros de altitude
Nas zonas mais elevadas da Serra da Estrela surgem o Poço do Inferno e o Poço da Cascata. Segundo a publicação, esta última piscina natural localiza-se a cerca de 1.400 metros de altitude e é alimentada por uma cascata com aproximadamente 20 metros de altura.
A aldeia de Cortes do Meio tem vindo assim a consolidar-se como um dos destinos associados ao turismo fluvial e de montanha em Portugal. A combinação entre água fria, paisagem natural e relativa tranquilidade está a transformar esta zona da Serra da Estrela num dos locais mais procurados por visitantes espanhóis durante o verão.















