O concerto que Manuel João Vieira, com os Ena Pá 2000 e os Irmãos Catita, iria realizar-se na noite de passagem de ano, em Lisboa, foi cancelado pouco antes da hora marcada para o início. O espetáculo estava previsto para o Titanic Sur Mer e acabou por não se concretizar devido a uma divergência relacionada com o pagamento à banda.
A informação foi avançada pelo Expresso, que dá conta de versões contraditórias entre músicos e gerência do espaço quanto às razões que levaram ao cancelamento, numa noite em que dezenas de pessoas aguardavam no exterior da sala.
Segundo a mesma fonte, a situação tornou-se evidente já perto da meia-noite, quando Manuel João Vieira e o guitarrista João Leitão se dirigiram ao público para explicar que o concerto não iria acontecer. Muitos dos espectadores encontravam-se à porta do espaço à espera de entrar.
Divergência sobre o pagamento esteve na origem do cancelamento
De acordo com a publicação, a banda alega que existiu um bloqueio deliberado que impediu a realização do concerto. João Leitão afirmou que a funcionária responsável pela bilheteira, pessoa habitual e da confiança dos músicos, foi impedida de entrar no espaço.
Segundo o mesmo músico, teriam sido alteradas fechaduras no interior da sala, o que, no seu entender, indicia a intenção de não proceder ao pagamento acordado. “Tenho a convicção de que a ideia é não nos pagarem”, afirmou, em declarações citadas pela publicação.
A banda rejeita qualquer responsabilidade pelo cancelamento e lamenta que o público tenha ficado do lado de fora sem esclarecimentos prévios.
Gerência apresenta versão diferente dos factos
A gerência do Titanic Sur Mer apresentou uma leitura distinta do sucedido. Ainda de acordo com o Expresso, um responsável do espaço garantiu que os músicos terão exigido um valor adicional ao cachê inicialmente acordado, já depois de estarem reunidas as condições para o início do espetáculo.
Essa versão é contrariada pelos elementos da banda, que negam ter feito qualquer pedido extra e consideram que a situação resultou de má-fé por parte da sala.
João Leitão lamentou publicamente o desfecho e dirigiu um pedido de desculpas ao público que aguardava no local. Apelou ainda para que os espectadores reclamassem a devolução do valor dos bilhetes.
Público ficou à porta na noite de passagem de ano
O cancelamento ocorreu numa noite particularmente sensível, a da passagem de ano, em que o concerto era um dos principais atrativos do espaço. Segundo explica o Expresso, o público só teve confirmação de que não haveria espetáculo já depois da hora prevista para o seu início.
Não há, até ao momento, indicação de que tenha sido apresentada queixa formal ou iniciado qualquer processo judicial relacionado com o caso.
Manuel João Vieira entre a música e a política
Além da carreira musical, Manuel João Vieira é também conhecido pela sua atividade política. O líder dos Ena Pá 2000 e dos Irmãos Catita é candidato às eleições presidenciais, cuja primeira volta está marcada para 18 de janeiro.
O episódio do concerto cancelado surge, assim, num momento de grande exposição pública do músico, embora, segundo o Expresso, não exista qualquer ligação direta entre o conflito ocorrido na sala lisboeta e a sua candidatura.
Para já, permanecem por esclarecer os contornos exatos do desacordo entre banda e gerência. O que é certo é que o concerto não aconteceu e deixou público, músicos e sala com versões opostas sobre o que falhou numa noite que deveria ter sido de celebração.
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