O futuro de Cristiano Ronaldo volta a estar no centro das atenções, numa altura em que se discute o impacto que a sua eventual saída poderá ter no futebol da Arábia Saudita e no mercado internacional de transferências. Aos 40 anos, o craque português aproxima-se de uma decisão que pode marcar o fim de uma era, tanto dentro como fora dos relvados sauditas.
De acordo com o órgão de comunicação social britânico especializado em desporto talkSPORT, Cristiano Ronaldo deverá abandonar o Al Nassr no verão de 2027, altura em que termina o atual contrato, estando em cima da mesa a possibilidade de se retirar do futebol profissional nessa mesma altura.
O internacional português dificilmente continuará no clube saudita após o fim do vínculo, embora, segundo o jornalista Ben Jacobs, ainda não esteja totalmente afastada a hipótese de uma renovação por mais uma época, o que empurraria a reforma para o verão de 2028. Feitas as contas, Cristiano Ronaldo poderá despedir-se dos relvados com 42 anos, ou já com 43, caso opte por prolongar a carreira por mais uma temporada.
Mesmo que deixe de jogar, o nome de CR7 poderá continuar ligado ao projeto saudita. Existe a possibilidade de o avançado assumir funções de dirigente e embaixador do futebol local, nomeadamente como proprietário do Al Nassr, clube no qual detém atualmente 15% das ações.
Instalada a preocupação na Arábia
A ausência de um anúncio oficial e a incerteza em torno da decisão do português já estão a gerar preocupação entre os responsáveis do futebol saudita, que temem uma quebra de interesse no campeonato com a saída da sua principal figura mediática.
Perante este cenário, os investidores preparam um ataque em força ao mercado do próximo verão, com a intenção de contratar cerca de 50 jogadores estrangeiros, ainda segundo a mesma fonte, numa tentativa de compensar o eventual adeus de Ronaldo. O plano passa por aguardar pelo desfecho do Campeonato do Mundo deste ano antes de avançar com um investimento milionário, mas já existem vários nomes de peso identificados como potenciais alvos.
Entre os jogadores mais desejados estão Mohamed Salah, do Liverpool, Bruno Fernandes, do Manchester United, Casemiro, que termina contrato com o clube inglês, Vinícius Júnior, do Real Madrid, e Robert Lewandowski, do Barcelona.
Em sentido inverso, Cristiano Ronaldo não será o único em final de ciclo no Médio Oriente. N’Golo Kanté, Fabinho e Karim Benzema, trio que representa o Al Ittihad, treinado por Sérgio Conceição, também deverão deixar a Arábia Saudita ainda este mês de janeiro ou no final da temporada.
Bruno Fernandes já abriu a porta
O Al Hilal deverá voltar a tentar a contratação de Bruno Fernandes, depois de uma primeira abordagem no passado verão, antes do arranque do Mundial de Clubes. Meses mais tarde, o médio português confirmou que teve, de facto, a possibilidade de se mudar para o campeão saudita, mas optou por permanecer no Manchester United, apesar de não ter sentido resistência por parte da direção, de acordo com a fonte anteriormente citada.
“Decidi [ficar], não só pela decisão familiar, uma vez que os meus filhos e a minha mulher estão bem cá, mas pelo facto de gostar genuinamente do clube. A conversa que tive com o mister [Ruben Amorim] fez com que eu ficasse, mas da parte do clube senti: ‘Se fores, também não é assim tão mau para nós’. Magoou-me um bocado, mas mais do que magoado deixou-me triste por ser um jogador a quem não têm nada a apontar”, afirmou Bruno Fernandes, em entrevista ao Canal 11.
O capitão do Manchester United deixou, ainda assim, a porta aberta a uma futura mudança para a Arábia Saudita, afastando a ideia de que a motivação seja apenas financeira, de acordo com o talkSPORT. “Não vejo pela questão do dinheiro. Sinceramente, não me posso queixar. Recebo muito bem. Obviamente a diferença é abismal, mas isso nunca me guiou. Se um dia tiver de jogar na Arábia, vou jogar mas não apenas pela questão financeira”, garantiu.
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