A forma como os cidadãos entram no Portal da Segurança Social vai mudar já a partir desta terça-feira, 12 de maio. A alteração, anunciada pelo Governo, incide sobre as regras de autenticação e introduz um novo requisito de segurança que passa a ser obrigatório para milhares de utilizadores. O objetivo é reforçar a proteção dos dados pessoais e reduzir situações de fraude, num portal onde estão concentradas informações sensíveis sobre carreiras contributivas, prestações e apoio social.
De acordo com o Notícias ao Minuto, a principal mudança prende-se com a adoção obrigatória da autenticação de dois fatores para quem acede ao portal através do Número de Identificação da Segurança Social e palavra-passe. A medida entra em vigor a 12 de maio e implica um novo passo no momento do login, além da credencial habitual.
O que muda no acesso ao portal
A partir da próxima semana, os utilizadores que continuem a entrar no Portal da Segurança Social com NISS e palavra-passe passam a ter de confirmar a sua identidade através de um segundo fator de segurança. Esse fator corresponde a um código temporário, enviado para um dos contactos previamente associados à conta do utilizador, seja por SMS para o telemóvel, seja por correio eletrónico.
Numa mensagem divulgada nas redes sociais, o Governo explicou que esta dupla verificação pretende introduzir uma camada adicional de proteção, reduzindo o risco de acessos indevidos mesmo em situações em que a palavra-passe possa estar comprometida. A lógica é simples: sem acesso ao segundo fator, a autenticação não fica completa.
A informação agora tornada pública aponta também para uma evolução no próprio processo de login. Com o sistema de autenticação de dois fatores ativo, passa a ser possível aceder ao portal utilizando o endereço de email registado, em alternativa ao NISS, um passo que visa simplificar o acesso e torná-lo mais intuitivo para os utilizadores frequentes.
Recomendações antes da entrada em vigor
O Instituto da Segurança Social alertou para a importância de os cidadãos verificarem, com antecedência, se os contactos associados às suas contas estão atualizados. Email e número de telemóvel válidos são condições essenciais para que o novo sistema funcione sem constrangimentos.
A entidade aconselhou ainda a ativação do mecanismo de segurança antes de 11 de maio, de modo a evitar dificuldades técnicas no próprio dia da entrada em vigor da medida. A preocupação prende-se com a possibilidade de sobrecarga nos serviços de apoio ou falhas no recebimento dos códigos temporários, especialmente para utilizadores que não validaram previamente os seus dados de contacto.
Segurança reforçada e alertas para fraudes
A introdução da autenticação de dois fatores surge num contexto de maior alerta para tentativas de fraude digital. Nos últimos meses, multiplicaram-se esquemas de phishing dirigidos a utilizadores de serviços públicos, explorando mensagens falsas enviadas por email ou SMS.
Segundo a mesma fonte, a Segurança Social voltou a sublinhar que nunca solicita dados bancários, palavras-passe ou códigos de acesso através de links enviados por mensagem. Qualquer atualização de informações pessoais deve ser feita exclusivamente através do Portal da Segurança Social, com acesso direto e seguro.
Em março, recorde-se, o instituto liderado por Pedro Corte Real já tinha alertado para uma campanha fraudulenta que visava recolher dados confidenciais dos cidadãos. A adoção obrigatória da dupla verificação é vista como mais um passo para limitar este tipo de riscos, aproximando o portal das boas práticas já em vigor noutros serviços digitais do Estado.
Este modelo de autenticação não é totalmente novo no ecossistema da Segurança Social. Para as empresas, a obrigatoriedade da autenticação de dois fatores está em vigor desde 26 de fevereiro, alargando-se agora aos cidadãos individuais, segundo o Notícias ao Minuto.















