Desde que o homem chegou à Lua, em 1969, as relíquias trazidas dessa missão tornaram-se símbolos do avanço científico e da curiosidade humana pelo espaço. A Catedral Nacional de Washington, nos Estados Unidos, é o único edifício civil do mundo que contém um fragmento real da Lua incorporado na sua estrutura. O pedaço de rocha lunar está embutido numa janela e continua a atrair visitantes e curiosos mais de meio século depois da chegada do homem ao satélite natural da Terra, segundo o jornal digital HuffPost.
A missão Apollo 11, que levou Neil Armstrong, Buzz Aldrin e Michael Collins à Lua em julho de 1969, ficou para sempre associada ao primeiro passo humano no solo lunar. O que poucos sabem é que essa viagem trouxe de volta centenas de amostras de rocha e pó, recolhidas para estudo e preservação científica.
Parte desse material foi distribuída por instituições, museus e laboratórios em vários países. Nos Estados Unidos, uma pequena fração dessa herança acabou por ganhar um destino inesperado: a integração de um fragmento lunar na arquitetura da Catedral Nacional de Washington, no chamado Ventanal do Espaço.
Um pedaço da Lua dentro de uma catedral
Em 21 de julho de 1974, os três astronautas da missão Apollo 11 participaram numa cerimónia presidida pelo deão Francis Bowes Sayre Jr., acompanhados por Thomas O. Paine, antigo administrador da NASA. O fragmento de rocha da Lua, proveniente da amostra 10057, foi incrustado no centro de um círculo vermelho dentro do vitral principal, tornando a catedral no único edifício civil do mundo com uma peça lunar real, refere a mesma fonte.
O Ventanal do Espaço, concebido pelo artista Rodney Winfield, foi criado como homenagem aos cientistas e técnicos que tornaram possível a chegada do homem à Lua. Inspirado em fotografias captadas pela NASA, o artista desenhou uma representação abstrata do cosmos, com formas circulares, cores sobrepostas e traços que sugerem o movimento das naves espaciais.
Um tributo luminoso e simbólico
A janela é composta por múltiplas camadas de vidro que criam profundidade e um brilho considerado peculiar, fazendo lembrar uma abertura para o espaço. No centro da janela está o fragmento da Lua, uma pequena amostra de piroxferroíta com cerca de 3.600 milhões de anos, recolhida no Mar da Tranquilidade. A peça está protegida por uma cápsula de vidro e aço, selada com gás inerte para evitar qualquer deterioração.
Além do fragmento lunar, a Catedral Nacional de Washington guarda outros pormenores considerados curiosos que refletem o cruzamento entre o sagrado e o moderno, segundo o HuffPost.
Numa das suas torres, é possível ver uma escultura inspirada em Darth Vader, personagem de “Star Wars”, resultado de um concurso infantil promovido pela revista National Geographic World nos anos 80.
Entre o céu e a ficção
A cabeça de Darth Vader foi esculpida por Jay Hall Carpenter e talhada em pedra por Patrick J. Plunkett, a partir do desenho de um jovem vencedor do concurso. Hoje faz parte do conjunto de grotescos e gárgulas que funcionam como elementos decorativos e de drenagem do edifício.
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