Decidir emigrar envolve ponderar vários fatores, como o clima, a língua e a qualidade de vida. Marie, uma mulher venezuelana, mudou-se há sete anos para a Finlândia, país que aparece no topo dos rankings de felicidade, segundo estudos da Universidade de Oxford, mas que não correspondeu às suas expectativas pessoais.
Num vídeo partilhado na rede social TikTok, Marie afirma que “não suporta mais viver” no país nórdico e reconhece que “não sabe o que lhe passou pela cabeça”. “Quero ir embora e não posso”, acrescenta no mesmo vídeo.
Barreira da língua e do emprego
De acordo com o Notícias ao Minuto, a venezuelana revela que encontrar trabalho foi um dos maiores obstáculos. “É um país onde é muito difícil arranjar um trabalho, a língua é muito difícil”, explica, lembrando que o inglês é apenas a terceira língua oficial na Finlândia.
Segundo a mesma fonte, Marie considera que a experiência de emigrar para aquele país é mais viável para quem já tem emprego garantido, em vez de tentar a sorte no mercado local.
Falta de conexão e amabilidade
Acrescenta a publicação que, para Marie, a dificuldade não se limita à economia ou à língua. A mulher refere sentir falta da “amabilidade das pessoas” e de se “sentir vista”, aspetos que considera fundamentais para o bem-estar.
A ausência de interações sociais calorosas contribuiu para o descontentamento da venezuelana, mesmo num país reconhecido internacionalmente como exemplo de felicidade.
Reações do público e desafios climáticos
Conforme a mesma fonte, nos comentários ao vídeo, muitos internautas demonstram compreensão pela situação de Marie. Uma utilizadora escreve: “A Finlândia é muito fria, aborrecida e os salários não são assim tão altos”.
Outra pessoa sugere uma solução prática para o impacto do clima: “Pede ao médico que te receite vitamina D. Vais ver que ficas melhor”, refere a mesma fonte, destacando o efeito da falta de sol na adaptação de quem vem de países mais quentes.
Expectativas VS realidade
Apesar da reputação de felicidade da Finlândia, a experiência pessoal de emigrantes pode ser muito diferente da perceção global. Marie confessa não saber o que lhe “passou pela cabeça”, sublinhando o choque entre expectativas e realidade.
Esta situação evidencia que rankings de felicidade não garantem bem-estar individual e que a adaptação cultural e social é determinante para o sucesso de um processo migratório.
Balanço de uma decisão
Destaca o Notícias ao Minuto que, depois de sete anos, Marie sente que a decisão de se mudar para o país nórdico não correspondeu às suas necessidades emocionais e sociais, levando-a a desejar regressar à Venezuela, embora essa possibilidade seja complicada.
A sua história tem servido para alertar outros emigrantes sobre a importância de considerar todos os fatores, nomeadamente o clima, a língua, o trabalho e a interação social, antes de tomar uma decisão semelhante.
















