Uma decisão já aprovada pela União Europeia promete trazer mudanças visíveis ao dia a dia de milhões de consumidores nos próximos anos. As alterações vão chegar aos supermercados, restaurantes, cafés, hotéis e até às encomendas feitas através da Internet. Algumas das novidades dizem respeito a produtos encontrados regularmente nas prateleiras das lojas, mas o alcance das novas regras será bastante mais vasto.
As medidas fazem parte do Regulamento Europeu 2025/40, que visa reduzir a produção de resíduos de embalagens e incentivar a reutilização e reciclagem de materiais. De acordo com a RFM, estação de rádio portuguesa de informação e entretenimento que avançou com um resumo das principais alterações previstas, a implementação será gradual, embora o impacto se torne mais evidente entre 2027 e 2030.
Fruta e legumes embalados estão entre os produtos abrangidos
Uma das mudanças previstas incide sobre determinadas embalagens de plástico utilizadas para fruta e legumes vendidos em quantidades inferiores a 1,5 quilos. A intenção passa por reduzir o recurso a embalagens descartáveis, promovendo alternativas consideradas mais sustentáveis.
Para muitos consumidores, esta poderá ser uma das alterações mais fáceis de identificar no momento da compra. No entanto, a medida representa apenas uma pequena parte de um plano mais abrangente que pretende reduzir a quantidade de resíduos gerados em toda a União Europeia.
Além da fruta e dos legumes, as novas regras abrangem diferentes tipos de embalagens utilizadas em vários setores da economia, desde a alimentação à hotelaria.
Restaurantes e cafés terão novas obrigações
As mudanças vão também chegar aos restaurantes e cafés. A partir de 2027, estes estabelecimentos terão de permitir que os clientes utilizem os seus próprios recipientes para transportar refeições preparadas no local.
No ano seguinte, em 2028, os estabelecimentos serão obrigados a disponibilizar alternativas reutilizáveis para a comida destinada a consumo fora do espaço.
Já em 2030, várias embalagens individuais de utilização única deixarão de ser permitidas quando os produtos forem consumidos dentro dos estabelecimentos. Entre os exemplos encontram-se pequenas embalagens usadas para servir açúcar, sal, leite, molhos e outros condimentos.
O objetivo passa por reduzir o consumo de materiais descartáveis que continuam a gerar grandes quantidades de resíduos todos os anos.
Hotéis vão alterar produtos disponibilizados nos quartos
Quem ficar alojado em hotéis também poderá encontrar algumas diferenças nos próximos anos. As regras europeias preveem restrições à utilização de pequenos recipientes descartáveis de champô, gel de banho e sabonete disponibilizados nos quartos.
Na prática, muitos estabelecimentos poderão recorrer cada vez mais a dispensadores fixos e recarregáveis, uma solução já utilizada por várias unidades hoteleiras.
A medida pretende diminuir o desperdício associado a embalagens de utilização única que são consumidas diariamente em grande escala.
Chá, bebidas e encomendas online também serão afetados
As alterações abrangem ainda outros produtos comuns. A partir de 2028, as saquetas de chá e de infusões terão de ser compostáveis.
As novas regras preveem igualmente a eliminação dos anéis de plástico utilizados para agrupar algumas embalagens de bebidas, uma mudança que deverá ser implementada de forma progressiva.
Também o comércio eletrónico será abrangido. Em 2030, determinadas embalagens usadas para enviar produtos terão de respeitar limites relativos ao espaço vazio existente no interior das caixas. Em determinadas situações, esse espaço não poderá representar mais de metade do volume total da embalagem.
A intenção é reduzir o desperdício de materiais e tornar o transporte mais eficiente.
O que pretende a União Europeia?
A estratégia definida por Bruxelas visa reduzir a quantidade de resíduos produzidos anualmente e aumentar a reutilização e reciclagem de embalagens. As medidas serão introduzidas de forma faseada para permitir a adaptação de fabricantes, distribuidores, supermercados, restaurantes, cafés e hotéis.
Segundo a mesma fonte, algumas alterações começam a produzir efeitos antes do final da década, mas será sobretudo entre 2027 e 2030 que os consumidores deverão notar mudanças mais significativas nos hábitos de compra e consumo.
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