O valor do subsídio de desemprego vai aumentar em 2026, acompanhado por uma subida transversal a vários apoios sociais e abonos que dependem do Indexante dos Apoios Sociais. De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita cálculos da Lusa, o IAS deverá subir para 537,13 euros no início do próximo ano, reflexo direto da combinação entre crescimento económico e inflação.
Esta atualização significa aumentos automáticos em prestações como o subsídio de desemprego, o subsídio por doença, o rendimento social de inserção e várias outras atribuições da Segurança Social.
Segundo a mesma fonte, o montante mínimo do subsídio de desemprego corresponde a 1,15 vezes o IAS. Em 2025, esse valor fixou-se nos 600,88 euros e deverá passar para 617,52 euros em 2026. Já o limite máximo, calculado através de 2,5 vezes o IAS, deverá aumentar para 1.342,5 euros, uma subida superior a 36 euros face ao valor atualmente em vigor.
Vários apoios sociais sobem com a atualização do IAS
A subida do IAS tem impacto direto numa vasta gama de apoios que recorrem a este indicador como referência. De acordo com a publicação, o subsídio por doença, o abono de família, o complemento solidário para idosos, o acesso a bolsas de estudo e até o rendimento social de inserção são calculados tendo por base o IAS e, por isso, também verão os seus valores atualizados em 2026.
Esta evolução resulta da fórmula legal que determina a atualização anual. Segundo o Notícias ao Minuto, o cálculo tem em conta a taxa de crescimento médio anual do PIB dos últimos dois anos, terminados no terceiro trimestre, e a variação média dos últimos 12 meses do Índice de Preços no Consumidor sem habitação, referente a novembro. Estes elementos são cruzados e arredondados para a primeira casa decimal, definindo o montante para o ano seguinte.
De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística, este mecanismo levará o IAS a aumentar 2,8 por cento, passando dos atuais 522,50 euros para 537,13 euros. Trata-se de uma subida de 14,63 euros, que se refletirá automaticamente em todas as prestações indexadas.
O que é, afinal, o IAS?
O Indexante dos Apoios Sociais foi criado para funcionar como um referencial uniforme na atribuição e atualização das prestações sociais. Explica o site Notícias ao Minuto que se trata do valor base utilizado pela administração central, pelas Regiões Autónomas e pelas autarquias para determinar montantes e limites de diversas prestações e despesas. É, por isso, um dos instrumentos estruturantes da política social portuguesa.
A lei determina que o IAS seja atualizado anualmente a 1 de janeiro, com base nos indicadores macroeconómicos mais recentes. Entre esses indicadores incluem-se o crescimento real do PIB e a variação média do IPC sem habitação.
A variação anual do PIB é apurada comparando o quarto trimestre de um ano com o terceiro trimestre do ano seguinte, sempre que os dados estejam disponíveis até 10 de dezembro.
Subida pequena, impacto grande
Embora o aumento nominal possa parecer modesto, o impacto é significativo para milhares de famílias que dependem de prestações sociais e, em particular, para quem está desempregado.
Um IAS mais elevado representa limites mínimos e máximos mais amplos e, sobretudo, maior previsibilidade no conjunto de apoios que acompanham a evolução económica e inflacionária.
Com 2026 à porta, a atualização do IAS volta a colocar na agenda pública a importância deste indicador e o seu efeito transversal na rede de proteção social.
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