A concentração de riqueza em Portugal voltou a ficar evidente em 2025, com um pequeno grupo de grandes famílias empresariais a dominar o topo do ‘ranking’ das 50 mais ricas do país, num contexto marcado pela valorização de participações industriais, comerciais e financeiras.
Segundo a Forbes, os patrimónios agregados das 50 famílias mais ricas em Portugal atingiram, em 2025, cerca de 47,7 mil milhões de euros, mantendo-se a liderança firmemente nas mãos de quatro clãs históricos: Amorim, Soares dos Santos, Guimarães de Mello e Azevedo.
Os ‘suspeitos do costume’ mantêm-se líderes
Num comunicado divulgado pela publicação, é referido que “os cinco primeiros lugares do ‘ranking’, que equivalem a quase 17 mil milhões de euros”, continuam a ser dominados pelas mesmas famílias, contando este ano com uma nova entrada no topo: Dionísio Pestana.
A liderança do ‘ranking’ pertence às irmãs Fernanda Amorim, Paula Amorim, Marta Amorim e Luísa Amorim, com um património avaliado em 5.840 milhões de euros. A fortuna da família assenta em participações relevantes no Grupo Galp, na Corticeira Amorim, na Amorim Luxury, no Banco Luso-Brasileiro, além de herdades e investimentos imobiliários.
Em segundo lugar surge a família Soares dos Santos, com um património estimado em 3.200 milhões de euros. O núcleo da sua fortuna reside na Sociedade Francisco Manuel dos Santos e no grupo Jerónimo Martins, proprietário da cadeia de supermercados Pingo Doce.
A terceira posição é ocupada pela família Guimarães de Mello, com 3.100 milhões de euros, detendo participações no Grupo José de Mello, que inclui empresas como a CUF, a Brisa, a Bondalti e a José de Mello Residências, de acordo com a mesma fonte.
No quarto lugar estão Nuno Azevedo, Paulo Azevedo e Cláudia Azevedo, com um património conjunto de 2.790 milhões de euros. A família controla o grupo Sonae, dono do Continente, além de investimentos noutras áreas da economia.
Uma estreia no top 5
A fechar o ‘top’ 5 surge Dionísio Pestana, com uma fortuna estimada em 1.980 milhões de euros, associada sobretudo ao Grupo Pestana, com presença em vários mercados internacionais.
Os restantes lugares do ‘top’ 10 são ocupados por António Silva Rodrigues, Fernando Campos Nunes, pela família Alves Ribeiro, pela família Silva Domingues e por Carlos Moreira da Silva, refletindo a diversidade setorial da elite económica portuguesa.
A Forbes Portugal esclarece que avalia anualmente o património de cerca de uma centena de empresários nacionais, tendo por base participações em empresas cotadas e não cotadas, recorrendo exclusivamente a informação pública disponível para elaborar o ‘ranking’.
















