Poucos consumidores sabem, mas o tipo de tarifa de eletricidade escolhido pode fazer toda a diferença na fatura ao final do mês. A DECO PROTeste alerta que a decisão entre uma tarifa fixa ou indexada depende do perfil de cada utilizador, e do risco que está disposto a correr para tentar poupar alguns euros.
Segundo a organização de defesa do consumidor, as tarifas fixas garantem previsibilidade, enquanto as indexadas podem oferecer vantagens pontuais, mas implicam acompanhar de perto a evolução dos preços da energia.
As diferenças entre os dois modelos
De acordo com a DECO PROTeste, numa tarifa fixa o comercializador e o consumidor acordam um valor constante por quilowatt-hora (kWh), geralmente válido por 12 meses. Assim, o preço da eletricidade não sofre alterações durante esse período, mesmo que o custo de produção suba ou desça.
Já na tarifa indexada, o preço varia todos os dias, refletindo o comportamento do Mercado Ibérico de Eletricidade (MIBEL), onde os produtores e distribuidores negociam energia em função da oferta e da procura. Isso significa que o valor final pago pode oscilar de forma significativa de mês para mês.
Segundo a mesma publicação, “a fatura é calculada com base na média dos valores diários registados no período a que se refere a conta”, o que torna este tipo de tarifa mais imprevisível.
O que encarece a tarifa indexada
A DECO PROTeste explica que, ao valor determinado pelo mercado, os comercializadores somam outros custos, como comissões de gestão, perdas de rede, tarifas de acesso e serviços do operador do sistema. “É por isso que não basta olhar para o preço diário do MIBEL”, alerta a associação.
A organização estima que seja necessário acrescentar entre 8 e 10 cêntimos por kWh ao valor de referência do mercado grossista para obter um custo comparável com o das tarifas fixas.
A escolha depende do perfil de risco
No momento de decidir, o fator mais importante é o grau de risco que o consumidor está disposto a assumir. “As tarifas indexadas só devem ser contratadas por quem acompanha a evolução dos preços e está preparado para mudar de tarifa assim que os valores comecem a subir”, aconselha a DECO PROTeste.
As tarifas fixas, por outro lado, garantem estabilidade e facilitam o controlo do orçamento doméstico, embora possam não refletir eventuais descidas no preço da eletricidade.
O conselho da DECO PROTeste
Independentemente da escolha, a DECO PROTeste recomenda evitar contratos com períodos de fidelização, para que seja possível mudar de fornecedor a qualquer momento.
Em suma, a melhor tarifa depende mais do comportamento do consumidor do que do mercado. Para quem gosta de previsibilidade, a tarifa fixa continua a ser a opção mais segura. Para quem acompanha os preços e não teme flutuações, a indexada pode ser uma forma inteligente de poupar, desde que se saiba quando sair a tempo.
















