Quem ainda precisa de abastecer o automóvel tem apenas algumas horas para escapar a uma das maiores subidas de preços dos combustíveis registadas nas últimas semanas. A partir de segunda-feira, tanto a gasolina como o gasóleo deverão ficar significativamente mais caros, numa alteração que poderá agravar os custos de milhares de condutores em todo o país.
De acordo com o Notícias ao Minuto, as estimativas do setor apontam para um aumento na ordem dos 10 cêntimos por litro tanto no gasóleo como na gasolina. A confirmar-se, trata-se de uma atualização expressiva dos preços praticados nos postos de abastecimento.
Subida deverá sentir-se logo no início da semana
Quem optar por abastecer apenas depois do fim de semana poderá encontrar valores substancialmente mais elevados nas bombas. Ainda assim, os números agora avançados representam apenas uma estimativa e poderão sofrer ajustes até à entrada em vigor dos novos preços.
O impacto final dependerá de vários fatores, entre eles a evolução das cotações internacionais dos combustíveis já refinados, bem como as políticas comerciais de cada operador. Além disso, os preços podem variar consoante a região, a marca escolhida e os descontos aplicados por cada posto.
Atualmente, o preço médio do gasóleo simples situa-se nos 1,967 euros por litro, enquanto a gasolina simples 95 apresenta um valor médio de 1,885 euros por litro, segundo os dados divulgados pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG).
A entidade explica que estes valores resultam da informação transmitida pelos postos de abastecimento e têm em conta o volume de vendas mais recente conhecido, incluindo descontos associados a cartões frota e outras campanhas em vigor.
ERSE não encontrou irregularidades no mercado
A atualização dos preços surge poucos dias depois de a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) ter divulgado uma análise ao funcionamento do mercado dos combustíveis em Portugal.
O regulador concluiu que não existe evidência persistente de que os preços aumentem mais rapidamente do que descem, uma ideia frequentemente apontada por consumidores sempre que se verificam fortes oscilações no mercado energético.
No caso da gasolina, a ERSE refere não ter identificado diferenças estatisticamente significativas na forma como as subidas e descidas das cotações internacionais são refletidas no preço final pago pelos consumidores. Quanto ao gasóleo, foi observada uma diferença temporária nas primeiras semanas, mas que deixou de ter relevância estatística ao fim de quatro semanas.
A análise avaliou vários indicadores relacionados com o funcionamento do mercado, incluindo o grau de concentração dos operadores, a diversidade da oferta disponível e a ligação entre os preços nacionais e as cotações internacionais dos combustíveis.
Segundo a mesma fonte, apesar de ter sido detetada uma concentração elevada no mercado grossista, os restantes critérios avaliados cumpriram os requisitos definidos, não existindo elementos suficientes para considerar que o mercado esteja a funcionar de forma irregular.
Num contexto marcado pela volatilidade dos mercados energéticos internacionais e pela valorização do petróleo, importa recordar que os preços cobrados nas bombas portuguesas acompanham sobretudo a evolução das cotações internacionais da gasolina e do gasóleo refinados, e não diretamente o valor do petróleo bruto. Segundo a mesma fonte, foi precisamente essa evolução das cotações internacionais que explicou a variação dos preços observada em Portugal.
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