Há situações em que um detalhe aparentemente menor no carro pode ter consequências sérias, já que o condutor arrisca-se não só a multas, como também a ver o carro reprovado na inspeção e, mais preocupante ainda, a comprometer a própria segurança na estrada.
De acordo com o artigo 114.º do Código da Estrada, todos os veículos devem assegurar condições de visibilidade e segurança, sendo obrigatório que os vidros, em especial o para-brisa, não apresentem defeitos que prejudiquem a condução.
A violação desta norma constitui contraordenação grave, sancionada com coima entre 99,76 euros e 249,40 euros, podendo ainda ser aplicada a sanção acessória de subtração de dois pontos na carta de condução, tal como previsto no regime das contraordenações rodoviárias.
Paralelamente, a legislação que regula as inspeções periódicas obrigatórias determina que qualquer dano ou fissura que afete a visibilidade implica a reprovação imediata do veículo, obrigando à reparação ou substituição do vidro e ao pagamento de nova taxa de reinspeção antes de poder voltar a circular em conformidade legal.
Quando uma fissura se torna num risco real
O problema mais comum surge no para-brisa, onde até uma pequena racha pode transformar-se num perigo. Segundo o Notícias ao Minuto, fissuras aparentemente insignificantes são capazes de interferir com o brilho, provocar reflexos indesejados e reduzir a capacidade de reação do condutor. A vibração da estrada ou uma mudança brusca de temperatura pode fazer com que a fissura cresça, levando a uma quebra completa do vidro.
O que acontece se ignorar
Um carro com o para-brisa danificado não passa na inspeção obrigatória. O proprietário terá de reparar ou substituir a peça e pagar nova taxa para a reinspeção. Ignorar o problema não só aumenta os custos, como representa um risco de acidente cada vez maior.
O papel dos seguros
O Notícias ao Minuto lembra que nem todas as apólices incluem a reparação de vidros. Algumas seguradoras cobrem apenas o para-brisa, outras incluem também os vidros laterais e traseiros. Existem ainda coberturas específicas de “quebra isolada de vidros”, que garantem a substituição ou reparação apenas se não existirem outros danos na viatura.
Reparar ou substituir?
A decisão depende da gravidade e da localização da fissura. Pequenos danos podem ser resolvidos com reparação, desde que não interfiram com a visibilidade direta do condutor. Mas se a fissura for extensa ou se situar numa zona crítica do campo de visão, a substituição do vidro torna-se obrigatória.
Como evitar problemas
Ainda que muitos danos sejam inevitáveis, como o embate de pequenas pedras projetadas por outros veículos, há cuidados que podem ajudar. Como sugere o Notícias ao Minuto, uma condução defensiva, inspeções regulares ao estado dos vidros e reparações imediatas de fissuras são as medidas mais eficazes. Além disso, evitar mudanças bruscas de temperatura ajuda a prolongar a vida útil do para-brisa.
Um risco no vidro pode parecer um detalhe sem importância, mas a lei e a segurança mostram que não é algo a descurar. Resolver cedo é sempre mais barato e, acima de tudo, mais seguro.
Leia também: Alerta para quem tem conta neste banco português: falha de segurança expôs IBAN de clientes através do telemóvel
















