Os furtos no interior de veículos voltam a merecer atenção com a aproximação do verão, altura em que muitos portugueses deixam o carro em parques junto a praias, centros comerciais, museus ou zonas turísticas. A Guarda Nacional Republicana (GNR) lembra que estes crimes acontecem muitas vezes por oportunidade e que pequenos cuidados podem fazer diferença e evitar que o seu carro seja assaltado.
Em 2025, a GNR deteve 68 pessoas por furtos no interior de veículos, um aumento de 160% face ao ano anterior. Apesar disso, o número total de crimes desta natureza desceu 7,6%, com 5.667 ocorrências registadas, menos 470 do que em 2024, segundo a GNR.
A força de segurança sublinha, citada pelo portal SAPO24, que este tipo de crime ocorre sobretudo em zonas de maior densidade populacional e junto à orla costeira. Os locais mais visados são parques de estacionamento de praias, centros comerciais, palácios e museus, onde a maior afluência facilita a atuação dos suspeitos.
Porto lidera lista de ocorrências
O distrito do Porto foi o que registou mais furtos no interior de veículos em 2025, com 1.440 crimes. Seguiram-se Setúbal, com 722 ocorrências, Lisboa, com 691, e Faro, com 629, de acordo com os dados divulgados pela GNR.
Além das detenções, foram ainda identificados 1.523 suspeitos, mais 142 do que no ano anterior. A GNR considera que este aumento mostra uma resposta operacional mais intensa, mesmo num ano em que houve menos crimes registados nesta categoria.
Férias e calor aumentam o risco
A evolução mensal destes furtos acompanha, em regra, os períodos de férias e lazer. Em 2024, os picos aconteceram no Carnaval e entre a segunda quinzena de junho e setembro, mas também houve um aumento relevante em outubro, mês em que foram registados 576 crimes desta natureza.
Em 2025, além do verão, a GNR destacou os meses de janeiro, maio e dezembro. Janeiro e dezembro estão associados às festividades de Natal e Ano Novo, enquanto maio, considerado pelo IPMA como o segundo mais quente a nível global, poderá ter antecipado momentos de lazer ao ar livre.
Erro que muitos condutores ainda cometem
A principal recomendação da GNR passa por não deixar objetos visíveis no interior do carro. Carteiras, mochilas, computadores, telemóveis, sacos de compras ou outros bens podem ser suficientes para chamar a atenção de quem procura uma oportunidade rápida.
A Guarda aconselha ainda a trancar sempre o veículo, confirmar janelas, vidros e tetos de abrir, mesmo quando a ausência é curta, e escolher locais iluminados, movimentados ou com vigilância. Sempre que possível, devem também ser ativados alarmes e aplicações de localização em equipamentos eletrónicos.
Guardar bens na bagageira também exige cuidado
Se for mesmo necessário guardar objetos na bagageira, a GNR recomenda que isso seja feito antes de chegar ao local de estacionamento. A ideia é evitar que terceiros percebam onde foram colocados os bens, sobretudo em zonas muito frequentadas no verão.
Em caso de arrombamento, a força de segurança pede que os cidadãos evitem mexer no local, para não destruir vestígios que possam ajudar a investigação. A vítima deve contactar rapidamente as autoridades e fornecer o máximo de informação possível sobre o local, os bens furtados, eventuais suspeitos ou viaturas estranhas observadas nas imediações.
A GNR, citada pelo SAPO24, recomenda também que seja feita uma descrição detalhada dos objetos furtados e, sempre que possível, acompanhada de fotografias. Esta informação pode facilitar a identificação dos bens e apoiar o trabalho das autoridades na sequência da denúncia.
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