A Galp promoveu, no dia 19 de março, uma sessão pública de esclarecimento no Salão da União de Freguesias de Alcoutim e Pereiro, dedicada aos projetos de hibridização eólica associados às centrais fotovoltaicas de Albercas, São Marcos, Pereiro e Viçoso.
A iniciativa contou com a participação da comunidade local e teve como objetivo “explicar o projeto, esclarecer dúvidas e ouvir preocupações”, reforçando a aposta da empresa num diálogo direto com a população.
Integração de tecnologias para produção de energia
Durante a sessão, a empresa apresentou o conceito de hibridização eólica, que permite combinar a produção de energia solar com a energia eólica.
Segundo a Galp, este investimento fará com que os parques de Alcoutim sejam “dos primeiros no país a agregar três tecnologias críticas para a geração estável, contínua e eficiente de energia renovável”: solar, eólica e armazenamento em baterias.
O concelho afirma-se como um território de referência nacional na produção de energia renovável, contando atualmente com quatro centrais fotovoltaicas da Galp.
Com uma potência instalada de 156 MW, a produção elétrica permite abastecer mais de 60 mil famílias. O sistema inclui ainda uma unidade de armazenamento de 5 MW / 20 MWh e novos projetos em fase final de construção, financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência.
Benefícios locais e preocupações abordadas
No âmbito do projeto, foram também apresentados os benefícios para o território, nomeadamente a melhoria de acessos rurais, o apoio à prevenção de incêndios e a compatibilidade com atividades agrícolas e pastorícia.
A sessão incluiu um espaço de perguntas e respostas, onde foram discutidos temas como impacto visual, biodiversidade e fase de construção, com a Galp a garantir a aplicação de medidas de mitigação “baseadas em estudos ambientais detalhados”.
Desde 2018, a Galp desenvolve projetos em Alcoutim, assumindo um compromisso com “transparência, proximidade e envolvimento contínuo da comunidade”.
A empresa sublinha que o desenvolvimento de soluções energéticas sustentáveis deve ser feito “em conjunto com o território e as suas populações”, integrando programas de impacto social em áreas como educação, inclusão, mobilidade e proteção da biodiversidade.
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