Com os meses de calor a chegar, o protetor solar volta a fazer parte da rotina de quem passa tempo ao ar livre. Seja na praia, na piscina ou apenas num passeio, proteger a pele contra os efeitos da radiação ultravioleta continua a ser essencial, e há quem opte pelo protetor solar em spray.
Os protetores em spray têm ganho adeptos pela facilidade de aplicação. São rápidos, cómodos e cabem facilmente em qualquer bolsa. No entanto, esta mesma praticidade esconde um erro de aplicação que, segundo especialistas, é mais comum do que se pensa.
De acordo com o site Health, a dermatologista Hannah Kopelman alerta que grande parte dos utilizadores não espalha o protetor solar após o borrifar na pele. A especialista considera que existe um equívoco generalizado sobre a eficácia deste método.
“Muitas pessoas acham que borrifar é suficiente, mas, a menos que espalhe bem, a aplicação ficará irregular assim como a proteção”, referiu a médica ao site norte-americano.
Proteger-se bem é mais do que aplicar produto
A exposição solar, mesmo em períodos curtos, pode causar danos cumulativos na pele. Segundo a mesma fonte, o risco não se resume às queimaduras. A longo prazo, há possibilidade de envelhecimento precoce e até alterações celulares mais sérias.
A aplicação do protetor solar deve ser feita com rigor, cobrindo todas as zonas expostas. O tipo de produto escolhido não altera esta regra básica.
Spray não significa que pode dispensar as mãos
Segundo Hannah Kopelman, o erro mais frequente está em supor que o spray cobre toda a superfície da pele com eficácia. “É um verdadeiro equívoco pensar que, com protetor solar em spray, não precisa de sujar as mãos”, esclarece a dermatologista.
Ao não espalhar o produto, zonas da pele podem ficar mal cobertas, ou mesmo desprotegidas. Isto compromete seriamente a eficácia da aplicação e aumenta o risco de queimaduras.
Aplicar bem é mais importante do que aplicar depressa
Os especialistas recomendam que, após borrifar o produto, este seja espalhado com as mãos como se fosse um creme. Segundo o site Health, é a única forma de garantir uma camada homogénea, devidamente absorvida.
O vento, os movimentos do corpo ou a distância do jato podem comprometer a uniformidade da aplicação, tornando necessário repetir o processo.
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Não esquecer a reaplicação frequente
Tal como os restantes formatos, o protetor solar em spray deve ser reaplicado a cada duas horas. Sempre que houver contacto com água ou transpiração, essa frequência deve ser ainda maior. Escreve o site que a reaplicação é uma das etapas mais frequentemente negligenciadas.
Nas atividades ao ar livre, como desporto ou caminhadas, a atenção à reaplicação deve ser redobrada.
Fator de proteção e hábitos complementares
O fator de proteção solar (FPS) indicado é, no mínimo, 30. Segundo a mesma fonte, este valor garante uma defesa eficaz contra os raios UVB. A escolha do produto deve ser acompanhada de outros cuidados, como evitar o sol entre as 11h e as 16h e usar acessórios adequados.
A proteção solar não depende apenas do produto escolhido, mas também da forma como é aplicado.
Uma rotina que deve durar o ano inteiro
Embora seja mais utilizado no verão, o protetor solar deve fazer parte dos cuidados diários durante todo o ano. Os raios UV mantêm-se ativos mesmo em dias nublados ou frios, podendo causar danos acumulados na pele.
Adotar uma rotina de proteção eficaz, com especial cuidado à aplicação de sprays, é uma medida simples com impacto duradouro na saúde da pele.
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