O aumento de problemas dentários em pessoas que tomam medicamentos como o Ozempic está a gerar novos alertas por parte de profissionais de saúde. De acordo com o portal Notícias ao Minuto, um dentista norte-americano afirma ter observado uma subida no número de pacientes com cáries e retração gengival que utilizam este tipo de fármacos.
A par deste alerta, continuam a surgir relatos de outros possíveis efeitos secundários associados aos inibidores de GLP-1, usados sobretudo no controlo da diabetes e na perda de peso. Segundo a mesma fonte, os benefícios apontados a estes medicamentos coexistem com um conjunto de efeitos que têm vindo a ser debatidos publicamente.
Alerta vindo do consultório
No podcast Him&Her, o dentista Gerry Curatola, citado pela mesma fonte, afirmou ter identificado um padrão crescente entre os seus pacientes. “Estamos a ver o aumento na incidência de cáries e mais retração gengival”, declarou.
O especialista associa estes problemas à toma de medicamentos como o Ozempic, sustentando que “estes medicamentos deixam a boca seca e os dentes mais frágeis porque reduzem os níveis de vitamina D”. Conforme a mesma fonte, o fenómeno já é designado informalmente como “Dentes de Ozempic”.
Recomendações para reduzir riscos
Apesar das preocupações, o dentista considera que é possível mitigar os efeitos. “Deve hidratar-se mais do que antes, aumentar a ingestão de proteínas e verificar os níveis de vitamina D”, aconselhou, segundo o site.
Refere a mesma fonte que estas medidas podem ajudar a evitar complicações mais graves, sobretudo quando existe acompanhamento médico regular.
Outros efeitos sob observação
Para além das questões dentárias, uma investigação recente analisou dados recolhidos entre 2007 e 2025 e identificou 1.296 casos de pancreatite no Reino Unido, 19 dos quais resultaram em morte. Sabe-se ainda que o estudo motivou um alerta dirigido aos profissionais de saúde.
Os responsáveis explicaram em comunicado que o aumento repentino de casos “exige alertar os profissionais de saúde e monitorar os sintomas associados”. Ainda assim, acrescentam que “a grande maioria das pessoas que tomam estes medicamentos prescritos está segura e tem mais benefícios do que riscos”.
Mudanças físicas visíveis
Paralelamente aos alertas clínicos, têm surgido descrições de alterações físicas associadas à rápida perda de peso. Ao The New York Times, uma pessoa relatou que o seu rosto “parecia exausto e velho”.
A cirurgiã plástica Jennifer Levine explicou ao mesmo jornal que “a rápida perda de peso leva à perda de volume no rosto, mas também pode afetar o colágeno e a elastina da pele”. Segundo a mesma fonte, o rosto pode “parecer magro, murcho e flácido”.
Dos seios às mãos
Nas redes sociais circula ainda o termo “Seios Ozempic”, usado para descrever flacidez mamária após o emagrecimento rápido. O cirurgião plástico Walter Joseph afirmou, num vídeo publicado no Instagram, que “a perda significativa e rápida de peso não permite que a pele tenha tempo suficiente para recuperar”.
O Notícias ao Minuto escreve ainda que também foram relatados os chamados “Dedos de Ozempic”. Jessica, professora em Houston, disse: “Nunca percebi que a perda de peso também acontecia nas mãos”, tendo acrescentado que a aliança “girava no dedo e quase caiu”.
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