Pode não parecer à primeira vista, mas há um peixe comum em Portugal que contém mais cálcio do que o leite. E o segredo está nas espinhas. Segundo nutricionistas, ao consumir este peixe da forma certa, está a reforçar os ossos, os dentes e até a função muscular, sem recorrer a suplementos.
De acordo com a nutricionista Júlia Farré, citada pelo jornal La Vanguardia, as sardinhas em conserva, quando ingeridas com as espinhas, são uma das fontes de cálcio mais eficazes ao alcance dos consumidores. Cem gramas deste peixe fornecem cerca de 380 miligramas de cálcio, enquanto a mesma porção de leite ronda apenas os 120 miligramas.
As espinhas fazem a diferença
O valor nutricional das sardinhas reside, em boa parte, nas espinhas. Segundo a mesma publicação, é precisamente aí que se concentra a maior parte do cálcio. Por serem pequenas e amolecidas durante o processo de conservação, estas podem ser consumidas sem dificuldade e em segurança.
Ainda segundo o La Vanguardia, esta prática permite aproveitar de forma integral o potencial do alimento, tornando desnecessária a toma de suplementos para atingir os valores diários recomendados deste mineral.
Muito mais do que cálcio
Para além do cálcio, as sardinhas em lata são ricas em vitamina D, ácidos gordos ómega-3 e proteínas de elevado valor biológico. A conjugação destes nutrientes, escreve o jornal, contribui de forma expressiva para a saúde cardiovascular, para o bom funcionamento muscular e para a manutenção da densidade óssea.
A vitamina D, em especial, tem um papel essencial na absorção de cálcio pelo organismo. Segundo a mesma fonte, esta sinergia transforma as sardinhas numa opção funcional, completa e altamente nutritiva.
Versátil e pronta a comer
As sardinhas em conserva não exigem preparação elaborada e adaptam-se com facilidade a várias refeições. Conforme explica o La Vanguardia, podem ser consumidas diretamente da lata, em saladas, massas, sanduíches ou mesmo como pasta para barrar, combinando com azeite, limão e ervas aromáticas.
Trata-se de uma solução prática, ideal para quem procura refeições rápidas e saudáveis, sem comprometer o valor nutricional.
Boa para a carteira e para o planeta
Para além dos benefícios para a saúde, as sardinhas em conserva representam uma escolha económica e sustentável. Segundo a mesma fonte, este tipo de conserva reduz o desperdício alimentar e contribui para uma melhor gestão de recursos, numa altura em que a inflação pressiona o orçamento das famílias.
O custo acessível por dose faz deste peixe uma alternativa interessante a outras fontes proteicas mais dispendiosas, como o salmão ou o frango.
Não é substituir, é diversificar
A nutricionista referida pelo La Vanguardia sublinha que o objetivo não passa por eliminar o leite da alimentação, mas sim por diversificar as fontes de cálcio. Esta orientação é particularmente útil para quem é intolerante à lactose, evita laticínios ou segue dietas com restrições específicas.
A variedade continua a ser um dos pilares da nutrição equilibrada, com vantagens tanto para o bem-estar físico como para a sustentabilidade da dieta.
Especialistas recomendam consumo regular
Apesar de existirem diferentes escolas de pensamento no campo da nutrição, há um consenso generalizado quanto ao impacto positivo das sardinhas em conserva. O seu perfil nutricional completo, aliado à praticidade e ao baixo custo, torna este peixe numa escolha sensata para todas as idades.
Para quem pretende reforçar os ossos de forma simples, acessível e sem recorrer a comprimidos de cálcio, as sardinhas podem ser um bom peixe para servir à mesa mesa.
















