O arroz continua a ser um dos alimentos mais consumidos em Portugal e na Europa, mas nem todas as variedades disponíveis no mercado apresentam o mesmo perfil de segurança alimentar. Um estudo recente revelou diferenças relevantes entre marcas e tipos de arroz no que diz respeito à presença de pesticidas, toxinas e arsénio.
De acordo com a revista francesa 60 Millions de Consommateurs, que analisou 40 referências de arroz comercializadas em França, existem opções mais seguras e acessíveis para quem se preocupa com a exposição a substâncias potencialmente nocivas.
A investigação avaliou a presença de pesticidas, aflatoxinas (toxinas produzidas por fungos), e arsénio inorgânico, um composto tóxico naturalmente presente nos solos.
Arroz basmati surpreende no topo da lista
Entre os 14 arroz basmati analisados, o produto com melhor classificação foi o basmati Carrefour Extra. Segundo a mesma fonte, esta referência convencional obteve uma pontuação de 18 em 20, não apresentando vestígios de pesticidas e registando níveis muito baixos de arsénio e aflatoxinas. Comercializado por 2,79 euros por quilo, destacou-se também pelo preço acessível.
Em segundo lugar surge o arroz biológico Alter Eco, com origem na Índia e selos de certificação como Bio Équitable e Fair for Life. Escreve a publicação que esta opção se destacou pela composição limpa, mas o custo mais elevado, 8,50 euros por quilo, reduziu a sua competitividade na classificação final.
Variedade tailandesa com bons resultados
O arroz tailandês, reconhecido pelo aroma a jasmim, apresentou também resultados positivos. Conforme refere a 60 Millions de Consommateurs, as amostras deste tipo demonstraram estar praticamente isentas de pesticidas, embora o arsénio estivesse presente com mais regularidade do que no basmati.
O arroz tailandês biológico da marca Autour du riz ficou no topo desta categoria, com nota de 16,5 em 20 e preço de 6,30 euros por quilo. Com igual pontuação, a marca La Vie Claire também se destacou, registando ausência total de pesticidas, incluindo substâncias como cipermetrina e tebuconazol.
Camargue mantém reputação de produto limpo
Os arrozais da região francesa da Camargue continuam a ser reconhecidos por práticas agrícolas com menor recurso a químicos. Segundo a mesma fonte, a extensão dos campos (cerca de 12.000 hectares) contribui para uma produção mais sustentável, o que se reflete nos resultados laboratoriais.
O arroz Nos régions ont du talent – E.Leclerc, com selo IGP e grão longo, liderou esta categoria com uma pontuação de 17,5. A publicação destaca que o produto não continha pesticidas e apresentava níveis reduzidos de arsénio e aflatoxinas. O preço ronda os 3,80 euros por quilo.
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Versão biológica mantém padrão de segurança
Na segunda posição entre os arroz Camargue surge o arroz semi-completo da marca Bongran, também com selo IGP e proveniente de produção biológica. Escreve a revista que este produto atingiu os 16,5 pontos, sendo vendido a 5,50 euros por quilo.
A certificação biológica revelou-se determinante na redução de resíduos, sendo apontada pela mesma fonte como um critério de peso na escolha de produtos mais seguros para consumo regular.
Long grain: notas mais equilibradas
O arroz long grain, por norma mais exposto a arsénio, obteve resultados mistos. Ainda assim, duas marcas atingiram pontuação satisfatória.
O Jasmine Rice Qualité Supérieure da Riz du Monde recebeu 16,5 pontos, com preço de 3,37 euros por quilo. Segundo a publicação, não sendo biológico, apresentou um equilíbrio químico aceitável.
Com igual nota, o arroz Lustucru incollable destacou-se pelo preço mais competitivo, 3,15 euros por quilo, e por cumprir os parâmetros de segurança alimentar estipulados pela legislação europeia.
Segurança dentro dos limites legais
Apesar das variações observadas, 60 Millions de Consommateurs sublinha que todos os produtos analisados se encontram dentro dos limites legais impostos pela União Europeia.
Ainda assim, os resultados mostram que vale a pena conhecer a origem e o tipo de arroz escolhido, especialmente no que toca à exposição a contaminantes químicos.
A publicação conclui que o arroz basmati, em especial o da marca Carrefour Extra, se apresenta como uma das melhores escolhas actuais para quem procura equilíbrio entre qualidade, segurança e preço.
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