O Governo indicou esta quinta-feira que o antigo autarca e governante Macário Correia vai liderar a empresa Aqua SA que vai gerir e executar os projetos da estratégia “Água que Une”, anunciou o primeiro-ministro.
Luís Montenegro falava no final da reunião do Conselho de Ministros, que se realizou esta quinta-feira na Ovibeja, em Beja.
A criação da empresa para gerir os projetos neste setor já tinha sido anunciada no início de outubro pela ministra do Ambiente e Energia.
Montenegro destacou “a confiança na capacidade executiva de realização e conhecimento” do antigo secretário de Estado do Ambiente, que foi também presidente das Câmaras de Tavira e de Faro, no Algarve.
“Basta conhecê-lo para saber que, a partir de hoje [quinta-feira], os senhores ministros vão ter que se haver para responder rapidamente a todas as solicitações e todos os outros departamentos com os quais se vai cruzar. Faz parte da idiossincrasia dele e faz parte do espírito que nós queremos de resolver, de acelerar”, disse.
Montenegro comparou a aposta do atual Governo na estratégia “Água que une” – com mais de 1.500 milhões de euros a serem executados atualmente – com a visão do antigo primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva quando avançou para a construção da barragem do Alqueva.
“O Alqueva é um magnífico projeto que está em desenvolvimento e que corresponde a esta visão estratégica. Esteve várias vezes bloqueado, adiado, até que em 1995 o professor Cavaco Silva teve precisamente a visão e a coragem de, por assim dizer, rematar a baliza e criar a comissão instaladora da empresa do Alqueva e a partir daí colocar em funcionamento todo este perímetro de desenvolvimento”, recordou.
Segundo o primeiro-ministro, o atual executivo PSD/CDS-PP está “exatamente nessa senda”, com a estratégia “Água que Une”, de gestão de todos os recursos hídricos de norte a sul do país, direcionada “para garantir que a água não falta nos sítios onde tradicionalmente há mais possibilidade de isso acontecer”.
Montenegro explicou que a empresa Aqua SA, agora criada no perímetro do grupo Águas de Portugal, irá “coordenar a implementação, a construção e o financiamento das infraestruturas previstas neste domínio e que já estão neste momento no terreno”.
“Nós temos mais de 1.500 milhões de euros, neste momento, a serem executados no âmbito do projeto ‘Água que Une’, quer na sua vertente mais ligada à parte ambiental, à parte de garantia de investimentos de barragens, de sistemas de abastecimento, quer na parte diretamente ligada à agricultura”, disse.
No âmbito do programa Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), o Governo já anunciou a construção de quatro barragens: Girabolhos, Alportel, Foupana e Ocreza.
O primeiro-ministro aproveitou este Conselho de Ministros temático e descentralizado – que quer tornar uma iniciativa mensal – para reiterar a importância que o Governo atribui ao setor primário como estratégico para a economia.
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