A chegada da depressão Nils vai trazer chuva intensa, vento e risco de cheias em grande parte do território nos próximos dois dias. O sistema de baixas pressões, localizado a norte da Península Ibérica, vai gerar um fluxo húmido do sudoeste que favorece precipitação persistente, especialmente nas regiões montanhosas do Norte e do Centro. Em contraste, o Algarve e a Madeira deverão ser as áreas menos afetadas pelo mau tempo.
Precipitação forte e risco de cheias
De acordo com o Luso Meteo, site especializado em meteorologia e análise atmosférica, a depressão não atravessa diretamente o país, mas cria condições favoráveis a períodos de chuva intensa e acumulados elevados.
Em algumas zonas montanhosas, os valores podem atingir 60 litros por metro quadrado em seis horas, com totais entre 150 e 200 litros ao longo de terça e quarta-feira.
As bacias do Douro, Vouga e Mondego concentram o maior risco, sobretudo a norte do sistema Montejunto-Estrela. O céu deverá permanecer muito nublado ou encoberto, com neblinas frequentes nas terras altas e possibilidade de trovoadas isoladas.
O vento soprará de oeste a sudoeste, em regra moderado, com rajadas mais fortes junto à costa e em zonas montanhosas. As temperaturas mínimas vão aproximar-se das máximas, mantendo-se acima da média para a época.
Mar agitado e impacto nos arquipélagos
O mar será particularmente agitado na costa ocidental continental, com ondas de quatro a cinco metros na terça-feira, aumentando para mais de oito metros na quarta, especialmente a norte do Cabo Carvoeiro.
O Algarve apresentará ondulação mais moderada, inferior a dois metros. Nos Açores, a depressão provoca vento forte de sudoeste, aguaceiros por vezes moderados a fortes e mar muito agitado, com ondas entre seis e oito metros.
Na Madeira, pelo contrário, a presença reforçada do anticiclone garante tempo mais estável, com céu parcialmente nublado, ausência de precipitação significativa e vento fraco, embora a ondulação possa atingir dois a três metros na costa norte.
Acompanhar os avisos oficiais
Segundo o Luso Meteo, a chuva deverá persistir durante os próximos dois dias, mantendo o risco de cheias e fenómenos hidrogeomorfológicos nas regiões mais afetadas.
Apesar de grande parte do país sofrer com a precipitação intensa, o Algarve e a Madeira serão as zonas menos atingidas, oferecendo algum alívio face às condições adversas.
O acompanhamento das atualizações meteorológicas e dos alertas do IPMA continua a ser recomendado, num período em que a força do Atlântico continua a condicionar as condições no território.















