O início da próxima semana será marcado por uma nova situação de instabilidade atmosférica que irá afetar Portugal Continental, Açores e Madeira, trazendo chuva intensa, vento forte e agitação marítima significativa. Na segunda-feira, 26 de janeiro, a passagem de uma depressão atlântica, potencialmente nomeada Joseph, colocará grande parte do território sob condições de mau tempo, com impactos mais expressivos nas regiões do Norte e Centro.
A precipitação será o fenómeno dominante. Em alguns pontos do Minho, Douro Litoral e zonas montanhosas do Norte e Centro, os acumulados poderão atingir valores muito elevados num curto espaço de tempo, aumentando o risco de cheias rápidas e de saturação dos solos.
Este episódio marca, além disso, a entrada num período ainda mais chuvoso do Inverno, numa altura em que as bacias hidrográficas já apresentam níveis elevados.
De acordo com o Luso Meteo, site especializado em meteorologia e acompanhamento de fenómenos atmosféricos, a situação resulta da influência de uma massa de ar húmido de origem subtropical, rica em água precipitável, associada a sistemas frontais ativos que atravessarão o território ao longo do dia.
Chuva persistente no Norte e vento a ganhar força
No continente, o céu deverá apresentar-se muito nublado ou encoberto durante grande parte do dia, com abertas mais prováveis a sul do rio Tejo. A norte desse limite, ou do alinhamento Montejunto-Estrela, poderão formar-se nevoeiros, sobretudo em zonas de vale.
A chuva surgirá sob a forma de períodos contínuos ou aguaceiros, por vezes fortes, sendo mais persistente no Minho. No Sul, os episódios de precipitação deverão ser mais espaçados e menos intensos. Em locais particularmente expostos, os valores acumulados poderão aproximar-se dos 100 litros por metro quadrado.
O vento soprará de sudoeste, inicialmente moderado, intensificando-se ao longo do dia. A partir da tarde, são esperadas rajadas que poderão atingir os 90 quilómetros por hora no litoral e ultrapassar os 100 quilómetros por hora nas terras altas.
As temperaturas irão subir ligeiramente, com máximas acima dos 10 graus no interior e em torno dos 15 graus no litoral. Esta subida térmica fará elevar a cota de neve para valores superiores a 2.000 metros, levando ao degelo parcial na Serra da Estrela e ao desaparecimento da neve nas restantes zonas montanhosas.
Mar agitado e impactos nas ilhas
A agitação marítima será outro dos elementos a ter em conta. Na costa ocidental, as ondas poderão ultrapassar os seis metros, com picos próximos dos oito metros, enquanto no Algarve a ondulação deverá rondar os três metros. A temperatura da água do mar manter-se-á entre os 13 e os 16 graus.
Nos Açores, o cenário será igualmente marcado por vento muito forte e mar muito agitado. Estão previstos aguaceiros frequentes, com possibilidade de queda de neve no Pico a partir dos 1600 metros, descendo ao longo do dia. Na Madeira, a precipitação será mais fraca, mas o vento poderá atingir rajadas próximas dos 90 quilómetros por hora nas zonas altas e mais expostas.
Segundo o Luso Meteo, a evolução da depressão deverá continuar a ser acompanhada de perto, uma vez que pequenas variações na sua trajetória poderão agravar os efeitos previstos, em particular no que diz respeito à precipitação acumulada e ao risco hidrológico nos próximos dias.
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