A atmosfera prepara-se para embarcar num autêntico carrossel do tempo com variações extremas e imprevisíveis durante os próximos dias. Os cidadãos nacionais vão enfrentar o regresso temporário da chuva em várias regiões, mas o calor voltará em breve e as temperaturas prometem subir de forma radical. O contraste marcará o calendário com um misto de humidade atlântica e ar quente continental.
A resposta para esta alternância aponta o dia 14 de abril como o período mais húmido e chuvoso, enquanto o final da semana, dia 17, trará valores a rondar os 30 graus Celsius. A informação meteorológica é avançada pelo portal Luso Meteo, uma plataforma digital dedicada à análise das condições atmosféricas em território luso. Uma frente quente ficará estagnada sobre o continente e promoverá o aparecimento de nevoeiros matinais e chuviscos persistentes.
O panorama chuvoso afetará predominantemente as regiões situadas a norte do sistema montanhoso da serra da Estrela e de Montejunto. Indica a mesma fonte que as áreas a sul do rio Tejo escaparão à precipitação e contarão com períodos de sol bastante mais abertos. O vento soprará fraco e ajudará a criar uma sensação térmica agradável nas zonas meridionais do país.
O adormecer do oceano e o anticiclone
A passagem desta massa húmida marítima abrirá caminho para uma estabilização gradual do estado do tempo em Portugal. O oceano Atlântico perderá a sua habitual agitação e permitirá que a dorsal africana do anticiclone ganhe uma força expressiva. As marcas nos termómetros começarão a subir progressivamente até atingirem os referidos 30 graus Celsius durante o fim da semana.
A grande dúvida dos modelos matemáticos prende-se apenas com a velocidade a que a humidade irá dissipar totalmente da atmosfera. Explica a referida fonte que o norte do país pode continuar a registar aguaceiros fracos mesmo quando as previsões indicam melhorias claras. A subida térmica já se fará sentir no dia 14 com aumentos entre 3 e 5 graus Celsius face ao dia anterior.
O impacto severo no arquipélago açoriano
O cenário agrava-se de forma considerável nas ilhas devido à aproximação de uma depressão muito profunda que continua a ganhar energia. O sistema de baixas pressões vai fustigar os Açores com rajadas de vento que podem atingir os 90 quilómetros por hora nas zonas altas. A agitação marítima será o elemento mais perigoso desta perturbação frontal com ondas a ultrapassar a marca dos 10 metros de altura.
As ilhas do grupo ocidental vão sofrer o embate principal deste agravamento severo das condições oceânicas e atmosféricas locais. O instituto nacional responsável pela meteorologia poderá ser obrigado a emitir avisos de nível laranja para salvaguardar a população costeira. A chuva fraca e o céu totalmente encoberto vão dominar a paisagem açoriana ao longo de grande parte do dia.
A estabilidade atmosférica na região madeirense
O arquipélago da Madeira apresenta uma realidade completamente oposta ao restante território nacional durante esta fase de transição. O centro do anticiclone encontra-se posicionado de forma quase perfeita sobre a ilha e garante uma estabilidade meteorológica invejável. O céu apresentar-se-á pouco nublado nas encostas viradas a sul e o sol brilhará sem grandes obstáculos visuais.
O vento soprará de forma moderada e as temperaturas permanecerão em níveis muito agradáveis para os residentes e para os visitantes. Explica ainda o Luso Meteo que a ondulação marítima neste arquipélago insular não deverá ultrapassar a marca dos 2 metros de altura máxima. A temperatura da água do mar rondará os 18 graus Celsius e convidará à fruição dos espaços balneares locais sem sobressaltos.
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