A entrada em 2026 fica marcada pela passagem da depressão Francis, que vai condicionar o estado do tempo em Portugal continental durante os primeiros dias do ano, com chuva persistente, vento forte e agitação marítima, sobretudo nas regiões do Centro e do Sul.
Portugal continental começa o novo ano sob a influência direta deste sistema de baixas pressões, responsável por uma sucessão de frentes que prometem vários dias de instabilidade.
O cenário deverá manter-se até domingo, com uma melhoria gradual apenas no final do fim de semana, à medida que a depressão se afasta para leste.
Ano Novo começa instável, sobretudo a sul
A quinta-feira, 1 de janeiro, feriado de Ano Novo, arranca com tempo instável em várias regiões do país, com maior incidência no Alentejo e no Algarve. De acordo com o IPMA, os avisos meteorológicos em vigor neste dia concentram-se precisamente no Algarve, relacionados com precipitação, vento e agitação marítima, enquanto o Norte permanece, para já, sem avisos ativos.
Ainda assim, a chuva deverá fazer-se sentir em diferentes pontos do território, com períodos de precipitação moderada, em especial nas regiões a sul do Tejo.
As temperaturas máximas situam-se entre os 13 e 15 graus no Norte, 14 a 16 graus no Centro e 15 a 18 graus no Sul. Já as mínimas variam entre os 6 e 10 graus no Norte e Centro e entre os 9 e 12 graus no Sul.
Sexta-feira será o dia mais adverso do episódio
Na sexta-feira, 2 de janeiro, a depressão Francis intensifica-se e o seu impacto torna-se mais expressivo. Segundo a mesma fonte, passam a vigorar avisos meteorológicos para grande parte do Centro e do Sul, associados não só à precipitação, mas também ao vento e à agitação marítima, mantendo-se o Norte relativamente menos exposto.
A madrugada será particularmente ventosa, com rajadas fortes ao longo do litoral, que poderão atingir os 80 km/h em zonas costeiras expostas e nas terras altas. O vento deverá soprar de forma persistente, contribuindo para um agravamento da sensação de desconforto térmico.
Sábado mantém cenário cinzento e húmido
O sábado, dia 3, deverá prolongar o ambiente cinzento e húmido em praticamente todo o país. A depressão Francis continuará a influenciar o território, garantindo chuva de norte a sul, ainda que, em geral, com menor intensidade do que na sexta-feira.
Segundo a análise do Meteored, site especializado em meteorologia, o solo já bastante saturado após vários episódios de precipitação poderá dificultar a drenagem, sobretudo em zonas urbanas mais vulneráveis e em áreas ribeirinhas, aumentando o risco de acumulações localizadas de água.
Acumulados elevados no Sul do país
Os modelos meteorológicos apontam para um arranque de 2026 marcado por acumulados de precipitação significativos. Entre o dia 1 e a noite de domingo, 4 de janeiro, o Algarve deverá ser a região mais fustigada pela chuva.
De acordo com projeções divulgadas pelo Meteored, os acumulados poderão ultrapassar os 90 milímetros em menos de quatro dias no Sul do país, um valor elevado para um curto espaço de tempo.
Este cenário exige atenção redobrada, sobretudo quanto à possibilidade de inundações rápidas em meio urbano e ao aumento do caudal de ribeiras e linhas de água.
Domingo traz sinais de melhoria gradual
No domingo, 4 de janeiro, os efeitos da depressão Francis começam finalmente a dar sinais de enfraquecimento. Durante a manhã ainda poderão ocorrer aguaceiros dispersos, mas será a partir da tarde que se espera uma melhoria progressiva das condições meteorológicas.
Segundo a mesma publicação especializada, o surgimento de abertas e a diminuição da precipitação deverão marcar o final deste episódio, abrindo caminho a um início de semana com tempo mais estável, ainda que sob vigilância devido à persistência de solos encharcados em várias regiões do país.















