A evolução dos indicadores clínicos tem levado as autoridades a reforçar a vigilância sobre a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Com a aproximação do inverno e face ao aparecimento de uma nova estirpe da gripe, o Ministério da Saúde alertou para um aumento significativo da procura aos serviços de saúde. A ministra Ana Paula Martins afirmou que o SNS vai enfrentar uma pressão elevada nas próximas semanas, sobretudo devido ao impacto previsto da época gripal.
Ana Paula Martins deixou o aviso durante uma deslocação à Guarda, no âmbito das visitas que tem realizado às Unidades Locais de Saúde por todo o país. O objetivo passa por acompanhar a preparação para o inverno e avaliar a capacidade de resposta das estruturas de saúde perante a subida esperada do número de casos, conforme refere o jornal SOL.
Cobertura vacinal e avisos das entidades europeias
Segundo Ana Paula Martins, Portugal mantém taxas de cobertura vacinal contra a gripe consideradas muito elevadas. A ministra sublinhou que os serviços de saúde públicos vão continuar a apelar à vacinação dos grupos prioritários, nomeadamente população mais idosa e pessoas com doenças que aumentem o risco de complicações.
De acordo com a própria, várias entidades europeias responsáveis pela vigilância epidemiológica já sinalizaram que este ano a gripe poderá representar um desafio acrescido. A ministra afirmou que os serviços nacionais estão a reforçar contactos e a monitorização face às recomendações internacionais.
Planos de inverno e reforço das equipas de emergência médica
A ministra explicou que os hospitais dispõem de planos de inverno e de contingência destinados a responder ao aumento sazonal de doentes. Apesar dessas medidas, reconheceu que a pressão sobre os serviços poderá ser muito elevada durante as próximas semanas.
Ana Paula Martins destacou igualmente o papel da emergência médica pré-hospitalar nestes períodos, referindo que o INEM está a reforçar meios em várias regiões, com especial enfoque no interior. Esse reforço inclui o aumento de dispositivos sazonais que podem ser ativados em situações de maior procura.
De acordo com a mesma fonte, o Ministério da Saúde refere que as equipas de emergência têm uma função essencial na estabilização de doentes e no apoio aos serviços hospitalares, sobretudo em momentos em que o número de episódios nas urgências tende a subir.
Vacinação nos centros de saúde, lares e rede continuada
Quanto à campanha de vacinação contra a gripe, a ministra afirmou que a procura tem sido elevada nos centros de saúde, nos lares e na Rede Nacional de Cuidados Continuados. A Direção-Geral da Saúde tem reiterado pedidos para que todos os cidadãos com indicação clínica completem a vacinação.
O objetivo da campanha passa por reduzir as complicações associadas à gripe e, sempre que possível, evitar deslocações às urgências por parte dos grupos que apresentam maior risco de doença grave. As autoridades recordam que a vacinação continua a ser uma das principais medidas preventivas durante o inverno.
Ana Paula Martins afirmou ainda que o Ministério vai continuar a emitir recomendações e a reforçar a comunicação junto dos serviços de saúde, para garantir que a população prioritária mantém acesso facilitado à vacina.
Coordenação entre unidades e resposta integrada no inverno
O Ministério da Saúde está a realizar encontros com conselhos de administração e profissionais das Unidades Locais de Saúde para definir estratégias de atuação durante a época mais exigente do ano. Segundo o SOL, entre os temas em análise estão a organização das urgências, a resposta às doenças sazonais e a articulação entre cuidados primários, hospitalares e continuados.
Durante estas visitas, estão também a ser avaliadas necessidades de reforço de recursos humanos e materiais. A intenção passa por garantir uma resposta coordenada e ajustada às necessidades da população em períodos de maior pressão assistencial.
















