A CEVE – Cooperativa Eléctrica do Vale d’Este emitiu um alerta após denúncias de um homem que estará a tentar burlar moradores em Cavalões, Vila Nova de Famalicão, apresentando-se como “cobrador” e dizendo que a cobrança da eletricidade passou a ser feita porta-a-porta.
Segundo os relatos, partilhados pelo Notícias ao Minuto, o indivíduo aborda residentes, exibe uma quantia elevada de dinheiro como “prova” de que anda a fazer cobranças na zona e chega a afirmar que tem acesso a dados de faturação, dizendo até saber quanto cada cliente irá pagar de eletricidade no mês seguinte.
A cooperativa pede que o aviso seja partilhado, sobretudo junto de pessoas idosas, por serem frequentemente as mais visadas nestes esquemas, e reforça que qualquer contacto deve ser feito apenas pelos canais oficiais.
Como funciona o esquema e porque é perigoso
O padrão descrito segue uma estratégia comum em burlas porta-a-porta: o suspeito tenta ganhar confiança com “detalhes” (valores, datas, informações supostamente internas) e com gestos de autoridade, como mostrar dinheiro ou falar em “procedimentos novos”.
Neste caso, o truque assenta na ideia de que a cobrança mudou, algo que, em contextos de stress e pressa do dia a dia, pode levar as pessoas a cederem documentos, dados pessoais ou até dinheiro, com receio de ficarem “em dívida”.
A CEVE frisa que este tipo de abordagem não corresponde aos seus procedimentos e que ninguém deve aceitar “explicações” na porta de casa, mesmo que o indivíduo use linguagem convincente ou apresente qualquer tipo de “credencial”.
O que a CEVE esclarece aos clientes
A cooperativa é taxativa: não tem cobradores ao domicílio, não recolhe documentos pessoais em casa e não solicita faturas de eletricidade, cartões, códigos ou dados bancários a partir de visitas porta-a-porta.
O conselho deixado é igualmente direto: não abrir a porta a quem se apresente em nome da CEVE para cobrar faturas e não fornecer qualquer informação, por mais “inofensiva” que pareça.
Em caso de dúvida, a orientação é confirmar tudo através dos contactos oficiais da cooperativa (site e canais institucionais), evitando números de telemóvel, mensagens ou “contactos alternativos” fornecidos por terceiros.
O que deve fazer se for abordado
Se alguém bater à porta com este tipo de conversa, a recomendação prática é manter a distância, recusar o contacto e terminar a interação sem discutir, e, se possível, alertar familiares e vizinhos, para reduzir a probabilidade de novas vítimas.
Se a situação se repetir na sua rua, ou se houver tentativa de obter dinheiro/dados, o passo seguinte é reportar às autoridades (PSP/GNR), com a maior descrição possível: hora, local, aparência, veículo e direção de fuga.
De acordo com o Notícias ao Minuto, há um gesto simples que costuma fazer diferença: avisar pessoas mais vulneráveis (pais, avós, vizinhos idosos) para não abrirem a porta a “cobradores” e para confirmarem sempre com familiares antes de qualquer decisão.















