O Oceanário de Lisboa e a CUF estabeleceram uma parceria inovadora que visa transformar a experiência de crianças em contexto hospitalar. Através de óculos de realidade virtual, os mais pequenos podem agora “mergulhar no fundo do oceano”, numa envolvente viagem de 360.º que os transporta para dentro dos aquários do Oceanário, com o intuito de tranquilizar, aliviar a dor e reduzir a ansiedade em momentos delicados, como a vacinação.
Pela primeira vez, é possÃvel observar os aquários sob a perspetiva dos mergulhadores do Oceanário — uma abordagem única, emocional e imersiva. Com a ajuda de uma narração orientadora, concebida para informar e confortar, as crianças são guiadas por entre tubarões, raias e cardumes coloridos, num universo sereno que pretende desviar a atenção dos sons e gestos dos atos médicos, estimulando simultaneamente a curiosidade e o conforto emocional.
A iniciativa nasce do compromisso comum das duas instituições em promover o bem-estar infantil, em particular no que diz respeito à gestão da dor e da ansiedade em ambiente clÃnico. Numa fase inicial, a experiência está destinada a crianças entre os 5 e os 12 anos, sendo aplicada durante a administração de vacinas. Está já prevista a sua expansão a outras situações clÃnicas, como análises, trocas de pensos, colocação de gesso, tratamentos e pequenos procedimentos.
“Este projeto mostra como a natureza — mesmo à distância — pode cuidar. Levar o mar até à s crianças num momento vulnerável cria um instante de paz, de aprendizagem e de sonho, onde antes havia preocupação”, afirma Diogo Geraldes, Diretor de Educação do Oceanário de Lisboa. Reforça ainda que o objetivo é criar laços emocionais com o oceano, promovendo a sua compreensão e proteção. “A enorme curiosidade que os animais marinhos despertam, aliada ao efeito calmante do ambiente subaquático, cria um momento terapêutico único”.
Por seu lado, Hugo de Castro Faria, coordenador do Centro da Criança e do Adolescente do Hospital CUF Descobertas, salienta que “com este projeto diferenciador que evoca o mundo mágico do fundo do mar — tão presente no imaginário dos mais pequenos — queremos tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor para as crianças. Esta é uma grande preocupação que temos, na CUF”.
O pediatra destaca que o foco imediato passa por diminuir a resistência à vacinação, considerada essencial na prevenção de doenças graves. “Há evidência de que, através de experiências imersivas como esta, é possÃvel melhorar a gestão da ansiedade e da dor em momentos delicados, como a vacinação. Isto permite torná-los mais agradáveis para toda a famÃlia e aumentar a adesão”.
O projeto tem igualmente uma vertente cientÃfica, como explica o responsável: “Com base na observação direta, será desenvolvido um estudo com o intuito de medir o impacto desta tecnologia na redução da dor, do stress e da resistência das crianças aos atos clÃnicos”.
O projeto-piloto já está em curso nos hospitais CUF Cascais e CUF Descobertas, sendo intenção da CUF alargar a iniciativa a mais unidades hospitalares da sua rede, abrangendo gradualmente um maior número de procedimentos clÃnicos. O objetivo mantém-se claro: tornar a experiência hospitalar das crianças mais tranquila, positiva e acolhedora.
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