O convívio presencial entre jovens em Portugal tem vindo a diminuir na última década, apesar dos benefícios reconhecidos para o bem-estar. Esta é uma das principais conclusões do estudo “A Amizade em Portugal. Como é? O que é que mudou?”, realizado pelo CIS-Iscte e promovido pela Super Bock.
A investigação analisou hábitos e perceções dos portugueses sobre as relações de amizade, evidenciando mudanças significativas nas dinâmicas sociais, sobretudo entre as gerações mais jovens.
Menos encontros presenciais ao longo da última década
De acordo com o estudo, os jovens convivem atualmente menos com amigos do que há dez anos, apesar de continuarem a ser o grupo que mais se encontra presencialmente. Ainda assim, verifica-se uma redução global na frequência desses encontros.
Os dados mostram também uma diminuição no número de amigos e de amigos íntimos entre 2015 e 2025, contrariando a perceção de que a pandemia não teve impacto significativo nas relações sociais.
Qualidade das amizades tem maior impacto no bem-estar
Um dos aspetos mais relevantes do estudo é o peso da qualidade das relações. Segundo os investigadores, a qualidade das amizades tem um impacto até três vezes superior no bem-estar das pessoas, quando comparada com o número de amigos.
Além disso, as relações de amizade apresentam um impacto mais significativo do que outros tipos de relações, incluindo as familiares.
Mais de metade dos portugueses define um bom amigo como “alguém que está sempre presente”, destacando valores como a confiança, o apoio, a honestidade e a reciprocidade como elementos fundamentais numa relação de amizade.
A confiança surge, aliás, como o fator mais determinante para a construção de relações duradouras.
Importância de criar momentos de encontro
Para Bruno Albuquerque, diretor de Marketing Cervejas e Patrocínios do Super Bock Group, o estudo confirma tendências relevantes: “A amizade continua essencial. As pessoas ainda querem estar juntas, mas têm menos tempo – o que mudou foi a frequência, não a vontade”.
O responsável sublinha ainda a necessidade de “criar momentos de encontro e promover relações autênticas”, como forma de reforçar o bem-estar individual e coletivo.
O estudo foi realizado com base numa amostra de mil inquiridos, com idades entre os 18 e os 64 anos, residentes em Portugal e com acesso à internet.
Os resultados reforçam a importância do contacto presencial na construção de relações sociais sólidas, alertando para a necessidade de valorizar o tempo dedicado à convivência.
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