A ilha do Pico, que no mapa mundo surge virada para Nova Iorque, afirmou-se como o principal motor da produção de uva nos Açores em 2025, concentrando a esmagadora maioria da colheita regional num ano que ficou marcado por valores históricos no arquipélago. De acordo com a agência de notícias Lusa, o Pico foi responsável por cerca de 92% da produção total de uva nos Açores, atingindo 956 toneladas num só ano. Este desempenho coloca a ilha muito acima das restantes, consolidando o seu papel central no setor vitivinícola regional.
O ano de 2025 ficou marcado por números que não se viam há 20 anos no arquipélago. Segundo a mesma fonte, a produção total atingiu as 1.048 toneladas, estabelecendo um novo máximo nas últimas duas décadas. Apesar do domínio do Pico, outras ilhas também contribuíram para o resultado global. A ilha Terceira registou 36 toneladas, enquanto as restantes ilhas somaram 56 toneladas de produção.
Setor em crescimento contínuo
Os dados mais recentes apontam para uma evolução consistente da vitivinicultura açoriana. Refere a mesma fonte que este crescimento se reflete não apenas na produção, mas também no número de agentes económicos envolvidos no setor. O aumento da atividade é visível no número de produtores registados. Em 2025 foram contabilizados 35 produtores inscritos no Instituto da Vinha e do Vinho dos Açores.
A tendência de crescimento deverá manter-se no curto prazo. Prevê-se que o número de produtores continue a aumentar ao longo de 2026, podendo atingir um novo máximo. O mercado vitivinícola açoriano tem vindo a diversificar-se de forma significativa. Escreve a agência noticiosa que estão atualmente registadas 115 marcas e 179 referências comerciais, ultrapassando os valores históricos anteriores.
Investimento em novas plantas
O desenvolvimento do setor passa também pela renovação e reforço das vinhas. Conforme a mesma fonte, já foram disponibilizadas 3.700 plantas de videira de castas tradicionais para distribuição pelos produtores. A inovação científica tem vindo a ganhar peso na estratégia do setor. Foi ainda lançada uma nova linha de investigação dedicada à certificação de porta-enxertos de castas tradicionais.
A preservação do património vitícola surge como uma prioridade nas políticas regionais. Segundo a mesma fonte, estas iniciativas procuram garantir a sustentabilidade e a proteção das características únicas da viticultura açoriana. O secretário regional da Agricultura destacou a importância dos resultados alcançados. De acordo com a Lusa, António Ventura afirmou que “o ano de 2025 marcou um recorde das últimas duas décadas”.
Setor com impacto económico
A vitivinicultura tem vindo a assumir um papel relevante na economia das ilhas. O setor contribui para a regeneração económica e social do arquipélago. A estratégia passa também por reforçar a presença nos mercados internacionais. Segundo a mesma fonte, o setor está preparado para responder aos desafios externos mantendo a qualidade e autenticidade dos vinhos.
Os indicadores apontam para uma trajetória de crescimento sustentado nos próximos anos. Refere a Lusa que a combinação entre produção, inovação e investimento posiciona a vitivinicultura açoriana num cenário de maior competitividade.
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