Uma mulher idosa de 88 anos foi constituída arguida por burla qualificada, numa investigação conduzida pela Guarda Nacional Republicana (GNR), que envolveu ainda uma cúmplice de 55 anos. O caso, que se estendeu por várias regiões do país, chamou a atenção pelas idades invulgares das suspeitas e pela forma metódica com que agiam.
De acordo com a GNR, que em Portugal é responsável pela segurança e investigação criminal fora das grandes cidades, as duas mulheres dirigiam-se a lojas de compra e venda de ouro, onde manifestavam interesse em peças de elevado valor, criando uma aparente relação de confiança com os funcionários.
Método repetido e organizado
Segundo o jornal Nascer do Sol, o esquema consistia em garantir aos comerciantes que o pagamento seria feito de imediato por transferência bancária. No entanto, o valor acabava por ser cancelado posteriormente, quando os artigos já se encontravam na posse das suspeitas.
A atuação das arguidas era organizada e continuada, permitindo à GNR traçar um perfil claro das suas práticas e identificar padrões que se repetiam em diferentes localidades.
Diligências e apreensão de bens
Durante as diligências do Núcleo de Investigação Criminal de Penafiel, os militares conseguiram apreender diversas peças de ouro, avaliadas em cerca de 30 mil euros.
Segundo a GNR, os bens recuperados já foram identificados e serão restituídos aos legítimos proprietários, minimizando os prejuízos causados pelo esquema.
A constituição das suspeitas como arguidas representa apenas uma fase do processo, que prossegue agora nos tribunais.
Comunicação ao tribunal e trâmites legais
Tal como refere a mesma fonte, o caso foi comunicado ao Tribunal Judicial de Paredes, seguindo os trâmites legais habituais. Segundo a mesma fonte, a investigação procurou agir de forma a proteger as vítimas e assegurar que os bens fossem recuperados.
A atuação das autoridades destacou-se pela conjugação entre rigor técnico e acompanhamento próximo das vítimas, evitando danos maiores.
Perfil invulgar das suspeitas
O envolvimento de uma octogenária suscitou particular interesse mediático e demonstra que a criminalidade pode assumir formas inesperadas. A análise dos padrões de burla e o mapeamento das lojas visadas foram determinantes para o sucesso da operação.
Segundo a GNR, especializada em investigação criminal em Portugal, a cooperação das vítimas e a atenção aos detalhes permitiram identificar rapidamente os bens e assegurar a recuperação do ouro.
Conclusão da investigação
O desfecho do processo continua a ser acompanhado pelo tribunal e pela GNR, com a garantia de que todos os bens recuperados serão devolvidos aos seus legítimos proprietários.
De acordo com o SOL, a participação ativa das autoridades locais e a colaboração das vítimas foram decisivas para que a investigação chegasse a bom termo, segundo a mesma fonte.
















