A investigação que envolve a morte de Marco Santos, envenenado e atirado à água, chegou esta semana a uma fase decisiva, com o Tribunal da Cidade do Luxemburgo a preparar a leitura da sentença para quatro portugueses acusados de homicídio qualificado. De acordo com o Correio da Manhã, o Ministério Público pede prisão perpétua para três dos arguidos, num caso marcado por alegações de envenenamento, cumplicidade familiar e a promessa de um seguro de vida de 500.000 euros que, segundo a mesma publicação, nunca chegou a existir.
Segundo o jornal, a acusação sustenta que Rosa Dias, namorada da vítima, terá planeado o crime com a ajuda da mãe, Maria Clara, do companheiro desta, João, e ainda do filho mais velho, Marco António.
Todos viviam no Luxemburgo e, explica o site, acreditariam que poderiam beneficiar financeiramente da morte de Marco através de um suposto seguro de vida.
A viagem a Portugal que terminou em tragédia
De acordo com o Correio da Manhã, os factos remontam a agosto de 2021, quando o grupo se deslocou à Figueira da Foz para férias. A acusação refere que Rosa, Maria Clara e João terão preparado uma combinação letal, misturando licor com pesticida e comprimidos para dormir, que foi administrada à vítima. Segundo a publicação, Marco ficou inconsciente após ingerir a substância.
A partir desse momento, o plano terá avançado de forma rápida. O jornal explica que o homem foi colocado dentro de um automóvel, transportado até à zona do rio Mondego e atirado à água. A autópsia revelou que Marco, então com 45 anos, morreu por envenenamento seguido de afogamento.
Detenções, acusações e o risco de prisão perpétua
Segundo o Correio da Manhã, as detenções ocorreram a 9 de março de 2022. Rosa, Maria Clara e João permanecem desde então em prisão preventiva, acusados de associação criminosa, homicídio, envenenamento premeditado e roubo. Os três enfrentam a possibilidade de prisão perpétua.
Marco António, filho de Rosa, também foi acusado, embora em circunstâncias distintas. De acordo com a publicação, o jovem cumpre atualmente um programa de reabilitação devido ao consumo de drogas e poderá enfrentar uma pena mais leve, uma vez que o Ministério Público reconhece uma participação considerada acessória no caso.
O seguro de vida que nunca existiu
Segundo o Correio da Manhã, o móbil do crime terá sido a expectativa de dividir o valor de um seguro de vida alegadamente associado à vítima.
Porém, a investigação concluiu que tal apólice não existia, deixando por esclarecer se os arguidos acreditavam genuinamente na existência do seguro ou se agiram com base numa informação errada.
Um caso que continua a levantar perguntas
Com a leitura da sentença iminente, permanecem dúvidas sobre a dinâmica familiar, os motivos exatos que levaram ao alegado plano e o papel de cada um dos envolvidos.
O tribunal terá agora de avaliar um processo que combina elementos de manipulação, laços familiares complexos e a promessa de um ganho financeiro que, afinal, nunca existiu.
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