Os concursos de vinhos continuam a influenciar tendências de consumo, escolhas em restaurantes e a notoriedade de produtores nacionais dentro e fora de Portugal. Todos os anos, centenas de referências são avaliadas por especialistas, num processo que acaba por destacar rótulos capazes de ganhar dimensão internacional e reforçar o peso do setor vitivinícola português.
No mais recente Concurso Vinhos de Portugal, um tinto do Douro destacou-se entre 1.170 referências avaliadas e conquistou o principal prémio da competição. De acordo com o jornal Expresso, o Chryseia 2023 arrecadou o título de “Melhor do Ano” na edição de 2026, juntando ainda a distinção de Melhor Vinho Tinto Blend.
Um Douro que voltou a destacar-se
O vinho vencedor nasce de uma parceria entre as famílias Symington e Prats, um projeto iniciado em 1999 com o objetivo de afirmar os vinhos DOC Douro secos junto do mercado internacional. Segundo a mesma fonte, a ideia passou desde o início por demonstrar que a região não vive apenas do vinho do Porto.
O Chryseia 2023 foi produzido a partir de uvas das quintas de Roriz e da Perdiz, situadas no Cima Corgo. Acrescenta a publicação que a composição inclui 72% de Touriga Nacional e 28% de Touriga Franca, duas das castas mais associadas à identidade vínica duriense.
Estágio que marcou o perfil do vinho
Antes de chegar ao mercado, o vinho estagiou durante 15 meses em barricas de carvalho francês. Conforme a mesma fonte, o processo foi desenvolvido na adega da Quinta de Roriz, onde a produção procurou privilegiar precisão e equilíbrio.
O projeto envolveu os enólogos Bruno Prats, Charles Symington, Pedro Correia e Miguel Bessa. O mesmo jornal refere que o Chryseia 2023 é apresentado pelos produtores como uma edição marcada pela frescura e pela elegância, mantendo o perfil que ajudou a consolidar a reputação do rótulo ao longo das últimas décadas.
Prémio entre mais de 1.000 referências
A competição promovida pela ViniPortugal reuniu vinhos de várias regiões e categorias. Entre os 1.170 exemplares avaliados, o Chryseia acabou por conquistar a distinção máxima atribuída pelo júri.
Segundo a mesma fonte, o vinho já vinha acumulando classificações elevadas e prémios em avaliações nacionais e internacionais, cenário que reforçou a expectativa em torno da colheita de 2023.
Quanto custa e com o que pode ser servido
O vinho encontra-se disponível em garrafeiras especializadas e o preço também chamou a atenção de muitos consumidores depois da divulgação do prémio. Numa garrafeira do Porto, o Chryseia 2023 está à venda por 75 euros. A recomendação dos produtores passa pela harmonização com carnes vermelhas, como é o caso das carnes de porco e vaca, e queijos curados.
O nome Chryseia surgiu oficialmente em 1999, quando as famílias Symington, ligadas ao Douro, e Prats, associadas à região de Bordéus, decidiram unir experiência e métodos de produção. O objetivo era reinterpretar o estilo tradicional dos tintos do Douro.
Desde então, as edições têm sido lançadas de forma contínua. Segundo o Expresso, o projeto tornou-se uma das referências mais reconhecidas do segmento DOC Douro, ajudando também a reforçar a presença dos vinhos portugueses em mercados internacionais.
Importância das distinções no setor
As distinções atribuídas em concursos nacionais continuam a ter impacto direto na procura por determinados rótulos. Em muitos casos, os prémios funcionam como um selo de reconhecimento para consumidores menos familiarizados com produtores ou regiões específicas.
No caso do Chryseia 2023, o reconhecimento surge num contexto em que os vinhos do Douro continuam a afirmar-se além do vinho do Porto. Conforme a mesma fonte, a aposta em tintos secos elegantes e de perfil internacional continua a marcar parte da estratégia dos produtores da região.
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