O mar ao largo de Portugal é conhecido pela sua riqueza em biodiversidade e pela passagem regular de várias espécies migratórias. Entre elas, há um visitante especial, o maior peixe dos oceanos que, com a sua imponência e serenidade, tem conquistado a atenção de quem se aventura no oceano profundo.
Um ‘colosso’ das profundezas
Segundo a Euronews, nas águas claras deste ecossistema marinho singular, é possível encontrar o maior peixe do mundo: o tubarão-baleia.
Apesar do nome que intimida, trata-se de um animal totalmente inofensivo para os humanos. A sua alimentação baseia-se em pequenos organismos marinhos, como plâncton e pequenos peixes. Esta característica torna-o numa atração segura e desejada para quem pratica mergulho, especialmente durante os meses em que mais se faz notar.
A Ilha de Santa Maria no centro das atenções
Santa Maria foi a primeira ilha dos Açores a surgir, a ser avistada pelos navegadores portugueses e também a primeira a receber povoamento, o que lhe dá um lugar único na história do arquipélago. Segundo o blog Visit Portugal, por ter uma origem geológica mais antiga, guarda nas suas rochas sinais de um passado muito rico e diverso.
Um bom exemplo disso pode ser visto na Pedreira do Campo, onde há uma formação de basalto situada a mais de 100 metros de altitude que conserva fósseis de animais marinhos, o que mostra que a ilha esteve, em tempos, submersa.
Quem quiser conhecer melhor esta herança natural pode visitar o Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo, bem no coração de Vila do Porto, onde se explica toda esta história geológica de forma acessível e envolvente.
A ilha de Santa Maria tornou-se num ponto único na Europa para a observação destes gigantes do mar. É o único local do continente onde se registam encontros frequentes com grupos numerosos de tubarões-baleia.
Refere a mesma fonte, que este fenómeno ocorre sobretudo entre março e outubro, coincidindo com a chamada época alta do turismo nos Açores. Neste período, Santa Maria atrai visitantes de todo o mundo, interessados em admirar de perto um animal bastante raro.
Um espetáculo de vida marinha
Além dos tubarões-baleia, a chegada destas criaturas vem acompanhada por outro fenómeno: a sua escolta de atuns.
Milhares de atuns deslocam-se em conjunto com os tubarões, criando uma dança submarina que revela a complexidade das relações entre espécies. Segundo a fonte acima citada, origem desta parceria permanece um mistério, mas acredita-se que exista uma colaboração na procura de alimento ou uma estratégia de proteção mútua.
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Um regresso previsível, mas ainda enigmático
Ano após ano, os tubarões-baleia regressam a Santa Maria, o que pode sugerir que encontraram ali condições adequadas para se alimentarem ou até reproduzirem-se.
Contudo, pouco se sabe sobre o percurso migratório do maior peixe do mundo. A ciência ainda procura respostas sobre de onde vêm e para onde vão depois de deixarem as águas açorianas, menciona a fonte acima citada.
Este comportamento levanta questões importantes sobre os efeitos das alterações climáticas nos padrões de migração marinha.
Turismo e impacto social
A presença regular destes animais tem vindo a influenciar a economia e a vida social da ilha. Com o crescimento do turismo ligado ao mergulho, surgiram novas oportunidades para os habitantes locais.
Empresas de passeios de barco, alojamento rural e centros de mergulho têm florescido com esta nova procura, conforme mencionado pela Euronews. O desafio agora é encontrar um equilíbrio entre a valorização económica e a preservação do ecossistema.
Um apelo à proteção dos oceanos
O encanto provocado pelos tubarões-baleia é também um convite à conservação dos mares. A observação destes animais no seu habitat natural recorda-nos da importância de proteger a biodiversidade marinha.
Santa Maria, pela sua localização e características consideradas únicas por muitos que a visitam, pode tornar-se um exemplo de como a ciência, o turismo e a conservação podem caminhar lado a lado. A presença destes gigantes do oceano continua a ser um dos ‘segredos’ mais belos e intrigantes do Atlântico, um mistério que liga o ser humano ao mar profundo.
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