Os pagamentos por aproximação tornaram-se parte do quotidiano em Portugal, substituindo de forma progressiva o uso de dinheiro físico. A possibilidade de concluir compras apenas com o cartão ou o telemóvel trouxe rapidez e comodidade, mas há novos sinais de preocupação quanto à segurança destes sistemas, segundo o site Executive Digest, especializado em economia e atualidade.
O quotidiano em risco
Uma investigação desenvolvida por investigadores das universidades de Surrey e Birmingham, no Reino Unido, aponta para falhas no sistema EMV, utilizado por cartões Mastercard e Visa.
Durante os testes, os especialistas verificaram que, em certas situações, é possível realizar pagamentos de montantes elevados sem introduzir PIN ou recorrer à autenticação biométrica.
Entre os fatores de risco estão funcionalidades recentes, como pagamentos offline ou operações sem desbloquear o telemóvel.
Exemplos de fraude
Os investigadores conseguiram ainda induzir terminais a aceitarem cartões em contextos onde apenas dispositivos móveis deveriam ser válidos. Num dos cenários analisados, uma transação fraudulenta chegou a atingir cerca de 25 mil libras, equivalente a mais de 28 mil euros.
Complexidade tecnológica e inovação
Ioana Boureanu, diretora do Centro de Cibersegurança da University of Surrey, alerta que a rapidez na introdução de novas funcionalidades pode fragilizar os sistemas.
Tom Chothia, investigador envolvido no estudo, reforça que estas falhas resultam da crescente complexidade tecnológica e da integração de funções sem uma visão global.
Mitigação e vigilância contínua
As conclusões foram comunicadas às entidades responsáveis ao longo de 2024, levando à implementação de medidas corretivas. Ainda assim, os especialistas sublinham que a vigilância constante é essencial, uma vez que cada atualização pode introduzir novas brechas.
Apesar das vantagens dos pagamentos contactless, conveniência e segurança nem sempre coexistem, segundo a Executive Digest. Monitorização regular, atualizações de segurança e cooperação entre entidades financeiras e tecnológicas continuam a ser determinantes para reduzir riscos.
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