Grande parte dos pensionistas portugueses verá a sua pensão atualizada em 2026, com um aumento a rondar os 2,8%. O valor resulta da combinação entre a inflação e o crescimento económico, determinando o ajuste automático das pensões que entra em vigor no início do ano.
Como se calcula o aumento
De acordo com o Notícias ao Minuto, a inflação média dos últimos 12 meses, excluindo habitação, fixou-se em novembro em 2,27%.
Este dado completou a fórmula de atualização automática das pensões, que combina a evolução do Índice de Preços no Consumidor com a média do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. Estes indicadores confirmam as estimativas divulgadas há cerca de uma semana.
A aplicação destes parâmetros determina que as pensões até dois Indexantes dos Apoios Sociais (IAS), cerca de 1.073,94 euros, vão aumentar 2,8% em 2026. Estas pensões correspondem à grande maioria dos pensionistas, que verão assim uma recuperação do poder de compra.
Atualização legal e suplementar
O mecanismo previsto na lei estabelece que as pensões são atualizadas em janeiro com base na variação média do IPC sem habitação e no crescimento médio do PIB dos últimos dois anos.
A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, explicou que este aumento de 2,79% para as pensões mais baixas fica 0,5 pontos acima da inflação de 2025, assegurando ganhos reais para 90% dos pensionistas.
Além deste ajuste automático, o Governo poderá atribuir um suplemento extraordinário caso exista folga orçamental.
A ministra referiu que este complemento será decidido em função das disponibilidades financeiras do Estado, sem ainda ser definido o valor.
Redistribuição e financiamento
Segundo a presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP), Nazaré da Costa Cabral, os aumentos das pensões mais baixas são uma medida redistributiva, financiada pelo Orçamento do Estado através do sistema de proteção social de cidadania.
Tal como refere o Notícias ao Minuto, o responsável acrescentou que o sistema previdencial tem receitas e despesas próprias, e os excedentes são destinados ao Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social, reforçando que os aumentos não comprometem a sustentabilidade do sistema.
















