Um carteiro norte-americano admitiu que roubou 11.500 dolares, cerca de 10.000 euros, da conta de poupança do filho para financiar umas férias, num episódio recente do programa “Financial Audit with Caleb Hammer”. A confissão, feita em direto, deixou o apresentador e os espetadores incrédulos, não apenas pelo ato em si, mas pela forma como o homem tentou justificá-lo.
O entrevistado, natural de Biloxi, no estado do Mississippi, explicou que decidiu retirar o dinheiro porque sentia que merecia uma recompensa pelos “bons momentos” passados com o filho. “Percebi tudo o que construí com ele. No ano passado levei-o quatro vezes a Nova Iorque, às Bahamas e à Disney World”, afirmou durante a conversa com Caleb Hammer.
Perante o relato, o apresentador não conseguiu esconder a surpresa. “Isto vai fazer com que o teu filho te odeie rapidamente”, reagiu, visivelmente desconfortável com a justificação. O homem respondeu apenas: “Ele não vai dar conta.”
Nenhuma intenção de devolver o dinheiro
Durante a entrevista, o carteiro nunca garantiu que tencionava devolver a quantia ao filho. Pelo contrário, manteve uma postura despreocupada, como se o roubo fosse algo sem grande importância, conforme refere o jornal espanhol AS.
A ausência de arrependimento provocou indignação nas redes sociais, onde muitos telespectadores classificaram o comportamento como “inacreditável” e “repugnante”.
“É incrível e lamentável”, concluiu o apresentador no final do segmento, pondo termo a uma das entrevistas mais polémicas do programa.
Reações de quem assistiu
Nas redes sociais, multiplicaram-se comentários de repúdio. Muitos utilizadores lembraram que o dinheiro de uma conta de poupança infantil é considerado um fundo de confiança e não pertence legalmente aos pais. Outros sublinharam que, mais do que o valor, está em causa a quebra de um princípio básico de honestidade.
Alguns espetadores questionaram ainda se o homem poderia enfrentar consequências legais, dado que roubou o montante de uma conta em nome do filho. Segundo a mesma fonte, nos Estados Unidos, as contas de poupança para menores são geralmente geridas por um adulto, mas o dinheiro é juridicamente do titular, o que significa que a apropriação indevida pode configurar crime.
Um exemplo de egoísmo e falta de responsabilidade
De acordo com o AS, o caso ganhou destaque internacional e foi partilhado por vários meios de comunicação, sendo citado como exemplo dos riscos de má gestão financeira e da falta de limites éticos.
O episódio terminou sem qualquer sinal de arrependimento por parte do carteiro, mas serviu de alerta para milhares de espectadores sobre a facilidade com que decisões impulsivas podem destruir a confiança entre pais e filhos, algo que, ao contrário do dinheiro, dificilmente se recupera.
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