Os valores do abono de família vão subir no próximo ano, acompanhando a evolução da inflação, segundo a proposta do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026). A atualização será aplicada de forma uniforme a todos os escalões de rendimento e idades dos dependentes, o que garante que todas as famílias beneficiam do mesmo aumento proporcional.
De acordo com o Notícias ao Minuto, o relatório do OE2026 prevê um reforço de 27,6 milhões de euros para este apoio social. “Relativamente ao abono de família, o aumento de 27,6 milhões de euros em 2026, por comparação com 2025, decorre do aumento dos montantes de acordo com a variação da inflação, uniforme para todos os escalões de rendimento do agregado familiar e idade do descendente”, lê-se no documento divulgado pelo Governo.
Aumento proporcional e abrangente
Segundo a mesma fonte, esta atualização será transversal, garantindo que o reforço é distribuído de forma igual entre as famílias. O objetivo, explica o Executivo, é preservar o poder de compra dos beneficiários num contexto de subida generalizada dos preços.
Além do abono de família, estão previstos aumentos em várias outras prestações sociais, ainda que nem todas sejam abrangidas. O Governo estima gastar 26.357,6 milhões de euros em prestações sociais em 2026, com reforços em apoios como as pensões e o complemento solidário para idosos. No entanto, o Rendimento Social de Inserção (RSI) e a Garantia para a Infância não sofrerão alterações, mantendo-se nos valores atuais.
O que é o abono de família
De acordo com a Segurança Social, citada pelo Notícias ao Minuto, o abono de família é “um apoio pago em dinheiro, por mês, para ajudar as famílias nas despesas relacionadas com o sustento e a educação das crianças e jovens”.
O direito a este apoio depende do rendimento e da composição do agregado familiar. Entre as condições exigidas estão a residência em Portugal, a inexistência de património mobiliário superior a 240 vezes o valor do Indexante dos Apoios Sociais (IAS) e a idade dos filhos ou dependentes.
Para jovens entre os 16 e os 24 anos, é obrigatória a prova escolar realizada em julho. Já os que se encontram no primeiro escalão de rendimentos podem, em certos casos, acumular o abono com a Garantia para a Infância, uma prestação destinada a apoiar famílias em situação de maior vulnerabilidade.
Reforço limitado, mas com impacto real
Embora o aumento previsto para 2026 seja modesto, o Executivo defende que representa um contributo importante para as famílias com filhos em idade escolar. Segundo o Notícias ao Minuto, esta atualização visa compensar o impacto da inflação no orçamento doméstico e reforçar o apoio às famílias num contexto económico incerto.
A subida dos valores será aplicada automaticamente a todos os beneficiários, sem necessidade de novo pedido. Os montantes atualizados deverão ser conhecidos após a aprovação final do Orçamento do Estado, ainda durante o último trimestre de 2025.
Outras prestações em análise
O Governo admite ainda rever, ao longo do ano, outras prestações de caráter social e familiar, incluindo medidas direcionadas à infância e juventude. Contudo, a prioridade declarada no relatório do OE2026 passa por assegurar a sustentabilidade das contas públicas e concentrar os aumentos nos apoios com maior abrangência.
Com este reforço, o Executivo pretende sinalizar uma política de continuidade na proteção das famílias com crianças e jovens, garantindo que o abono de família acompanha o custo de vida e mantém o seu papel como principal apoio à natalidade e à educação.
















