Uma reforma tranquila e financeiramente estável é o objetivo de muitos portugueses, mas depender exclusivamente da pensão do Estado pode não ser suficiente. De acordo com a DECO PROTeste, o valor médio das pensões de velhice em Portugal continua a ser reduzido e, em muitos casos, não chega para cobrir todas as despesas essenciais.
Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que cerca de 70% dos pensionistas recebem menos de mil euros mensais. Ao mesmo tempo, 38,5% dos trabalhadores optam por reformar-se antecipadamente, o que implica cortes significativos no valor da pensão.
A esperança de vida aos 65 anos é hoje de 20 anos, segundo o INE, o que significa mais duas décadas de despesas após o fim da vida ativa. A Comissão Europeia prevê, inclusive, perdas até 60% no rendimento da pensão para quem se reforma a partir da década de 50.
Segundo a DECO PROTeste, planear com antecedência e criar um complemento à pensão do Estado é essencial para garantir segurança e qualidade de vida.
Dos 30 aos 40 anos: começar cedo é meio caminho andado
Aos 30, o tempo é o maior aliado. A DECO PROTeste sublinha que a poupança de longo prazo beneficia do chamado efeito de capitalização, em que os juros geram novos juros, fazendo crescer o montante acumulado.
O primeiro passo é elaborar um orçamento mensal e definir quanto consegue poupar. Pequenas mudanças de hábitos podem fazer diferença: levar almoço de casa em vez de comer fora pode significar mais de 200 euros poupados por mês. Investidos com uma rentabilidade anual de 5%, esses valores podem transformar-se em mais de 300 mil euros ao longo de 37 anos.
Outro ponto essencial é eliminar dívidas de curto prazo, especialmente cartões de crédito. “A taxa de esforço não deve ultrapassar os 35% do rendimento do agregado”, recorda a DECO PROTeste, que recomenda evitar créditos de consumo sucessivos.
Com as contas em ordem, o passo seguinte é investir. A organização aconselha começar por criar um fundo de emergência e, depois, aplicar em PPR com maior componente de ações ou em ETF de ações globais, produtos que permitem diversificar o investimento e aproveitar o crescimento das bolsas a longo prazo.
Dos 40 aos 50 anos: consolidar e diversificar investimentos
Nesta fase, o objetivo é fazer crescer o património de forma equilibrada. “É importante rever o orçamento e aumentar gradualmente a taxa de poupança”, refere a DECO PROTeste.
A diversificação é uma das principais regras de segurança financeira. Isso significa não colocar todo o dinheiro num único produto, mas distribuí-lo por várias opções: depósitos a prazo, certificados de aforro, fundos imobiliários, ações e ETF.
A organização lembra que investir em fundos com capitalização de rendimentos é vantajoso, pois o retorno é reinvestido automaticamente, aumentando o efeito dos juros compostos.
Dos 50 aos 60 anos: proteger o que já construiu
Quando a reforma começa a aproximar-se, o foco deve mudar da acumulação para a preservação. A DECO PROTeste aconselha reduzir gradualmente o risco, transferindo PPR de ações para seguros PPR com capital garantido, como o Lusitania Poupança Reforma PPR, que oferece prémios de fidelização e isenção de comissões para associados da DECO.
Outra recomendação é criar fontes de rendimento passivo. Investir em fundos que pagam dividendos regulares, adquirir obrigações com juros fixos ou ter imóveis arrendados pode garantir um fluxo estável de rendimentos durante a aposentação.
Aos 60 anos, já é possível resgatar o PPR, mas a DECO PROTeste sugere fazê-lo de forma faseada, aproveitando os benefícios fiscais e mantendo parte do investimento a render.
Por fim, a organização recomenda reavaliar regularmente a carteira de investimentos, ajustando o risco e reinvestindo os ganhos até à idade de reforma.
Planeamento financeiro e disciplina são as duas palavras-chave para garantir uma velhice tranquila. E, quanto mais cedo começar, menor será o esforço necessário para alcançar uma reforma tranquila, mesmo num sistema de pensões que já mostra sinais de esgotamento.
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