Setembro é sinónimo de regresso às aulas e de carteiras mais leves. Entre mochilas, cadernos, estojos, material de artes e equipamentos de educação física, a lista do material escolar parece interminável. Apesar dos manuais escolares serem gratuitos, o gasto médio em material ronda os 200 euros por aluno, um valor que pesa em muitas famílias portuguesas. Saber exatamente o que comprar e aplicar algumas estratégias de poupança pode fazer toda a diferença.
De acordo com professores contactados pelo Ekonomista, há artigos indispensáveis em cada ciclo de ensino, mas também truques para reduzir despesas, evitar compras desnecessárias e fracionar os gastos ao longo do ano letivo.
O essencial no 1.º ciclo
Do 1.º ao 4.º ano, o material básico inclui lápis, esferográficas de várias cores, borracha, afia com reservatório, cadernos pautados e quadriculados, régua, compasso, transferidor, tesoura, cola, estojo e mochila. Em educação musical, soma-se o caderno próprio e a flauta de bisel, pedida a partir do 3.º ano. Para educação física, não podem faltar t-shirt, calções ou fato de treino, sapatilhas adequadas e saco para a muda de roupa.
O que muda no 2.º ciclo
No 5.º e 6.º anos, as exigências aumentam: esquadro de 45º, guaches, pincéis, papel cavalinho, capa A3 para desenhos, arquivador para fichas e cadernos adicionais. Segundo o site Notícias ao Minuto, o peso extra da mochila pode ser reduzido se os pais optarem por cadernos de capa preta, usados a dobrar para duas disciplinas.
O 3.º ciclo e as novas despesas
No 7.º ao 9.º ano, a lista torna-se mais exigente. Além de diferentes tipos de lápis, esferográficas e cadernos, são necessários materiais de artes visuais, como régua de 50 cm, x-ato, blocos de papel cavalinho, guaches e pen drive. Surge também a obrigatoriedade da calculadora científica com funções trigonométricas.
Dicas práticas para gastar menos
Professores e associações de pais citados pela mesma fonte recomendam começar por uma lista organizada, que ajude a resistir a compras por impulso. Reutilizar mochilas, estojos e réguas de anos anteriores pode reduzir bastante a despesa.
Outro conselho é evitar deixar as compras para a última hora. Quem compra com calma consegue comparar preços em várias superfícies comerciais e poupar até 50% em determinados artigos. Estabelecer um orçamento também ajuda a manter o controlo.
Segundo o Ekonomista, uma forma simples de poupar passa por não levar as crianças às compras. O entusiasmo natural e as campanhas direcionadas a eles tornam mais difícil resistir a artigos desnecessários.
Outra estratégia é fracionar a compra: muitos materiais só são precisos mais tarde, pelo que o investimento pode ser distribuído pelos primeiros meses do ano letivo.
Um desafio anual
O regresso às aulas é um momento de entusiasmo para os mais novos, mas também um teste à organização das famílias. A chave está em comprar apenas o material escolar essencial, planear os gastos e procurar soluções práticas que ajudem a reduzir o impacto no orçamento.
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