Uma investigação internacional sobre um esquema de fraude em larga escala terminou em Portugal com a detenção de um suspeito e a apreensão de imóveis, veículos, relógios de luxo e cerca de 20 mil euros em criptoativos. No país, as vítimas sofreram prejuízos superiores a um milhão de euros, num caso que envolveu dezenas de pessoas em vários países europeus.
Operação Araña atinge dezenas de países
De acordo com o Observador, a “Operação Araña” permitiu identificar um esquema que desde 2018 terá lesado mais de 100 pessoas em pelo menos 100 milhões de euros na Europa.
Em Portugal, a Polícia Judiciária (PJ) realizou nove buscas e deteve um indivíduo em cumprimento de um mandado de detenção europeu, que aguarda extradição para Espanha após ter sido presente ao Tribunal da Relação de Lisboa. Segundo a mesma fonte, os prejuízos em território nacional ultrapassam um milhão de euros.
Como funcionava o esquema fraudulento
Segundo a investigação, o esquema consistia na criação de páginas na internet que convenciam cidadãos a transferir dinheiro com a promessa de elevados rendimentos.
Na realidade, os fundos eram desviados para contas em outros países, geridas por terceiros, e movimentados posteriormente entre diversas jurisdições, incluindo Portugal, Espanha, Reino Unido e Bulgária.
Apreensões em Portugal revelam riqueza ilícita
Em território nacional, a PJ apreendeu seis imóveis na área da grande Lisboa, três apartamentos e três moradias, três veículos de gama alta, um motociclo, cinco relógios Rolex, um Hublot, 15 quadros de elevado valor e cerca de 20 mil euros em criptoativos.
De acordo com a Agência Lusa, estas apreensões constituem elementos de prova essenciais para a investigação.
Colaboração internacional e investigação em curso
A operação contou com a colaboração de Espanha, Bulgária e Lituânia, com apoio da Europol e da Eurojust. Entre os cinco detidos no conjunto da operação, o principal suspeito enfrenta suspeitas de burla qualificada, branqueamento de capitais e associação criminosa.
A coordenação internacional da investigação foi solicitada por Portugal e Espanha, onde também decorreram buscas e detenções.
Complexidade dos crimes e cooperação judicial
Segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), que participou na ação juntamente com a PJ e o Tribunal Central de Instrução Criminal, a complexidade destes crimes exige intensa cooperação judicial e policial entre países, especialmente quando as vítimas estão dispersas e os fundos desviados circulam por múltiplas jurisdições.
Impacto em Portugal
Segundo o Observador, a detenção e a apreensão de bens de luxo em Portugal evidenciam a dimensão dos ganhos obtidos de forma ilícita pelos suspeitos, mostrando como um esquema de fraude milionário se traduz em riqueza tangível em território nacional.
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