Alberto, 66 anos, vive há mais de uma década em Udon Thani, no nordeste da Tailândia, longe da agitação e do custo de vida de Espanha. Com uma pensão modesta, este ex-bancário consegue manter um estilo de vida confortável e afirma que a sua casa, adquirida por 62.000 euros, seria impensável em território nacional.
De acordo com o jornal digital espanhol, Noticias Trabajo, Alberto decidiu mudar-se definitivamente para Tailandia, atraído pelo baixo custo de vida e pelo ritmo mais calmo que encontrou no país asiático.
Motivos da mudança
A mudança não foi apenas uma opção económica, mas também pessoal. Alberto conheceu a sua atual esposa, tailandesa e significativamente mais jovem, o que tornou clara a decisão de fixar residência no país.
O ex-bancário admite que dividir o ano entre Espanha e Tailândia seria financeiramente inviável, pelo que optou por estabelecer-se definitivamente no estrangeiro.
Uma rotina tranquila e sem stress
A rotina diária do espanhol é marcada por um ritmo tranquilo. Levanta-se sem despertador, toma o pequeno-almoço com calma e dedica as manhãs à leitura de imprensa internacional e espanhola. Almoça cedo, faz exercício ao final da tarde num parque próximo, onde se encontra com moradores a caminhar ou a correr, e encerra o dia com banho, jantar e uma série antes de se deitar.
Alberto afirma que “aqui o ritmo é outro. Não há stress. Não conheço ninguém que viva com pressa” e sublinha que esta forma de viver lhe trouxe mais calma.
Viver bem com pouco
O custo de vida baixo é outro fator determinante. Alberto afirma de forma clara: “Paguei 62.000 euros pela minha casa, algo impensável em Espanha”. A casa onde reside, modesta mas espaçosa, foi adquirida por esse valor e o aluguer de uma habitação semelhante não ultrapassaria os 200 euros por mês.
Os gastos correntes são reduzidos, incluindo taxas simbólicas de lixo, seguro privado e cuidados de saúde acessíveis.
Alberto relata que “eu operei-me aqui e não paguei nada. Saí do hospital sem passar por caixa”. Tal como refere a mesma fonte, a pensão espanhola permite-lhe viver confortavelmente, algo que seria impossível em Espanha com o mesmo rendimento.
Desafios e equilíbrio pessoal
Apesar das vantagens, Alberto reconhece que nem tudo é fácil. O idioma continua a ser um desafio e a adaptação cultural exige paciência. “Aqui custa dizer que não. Se pedes algo impossível, vão dizer que sim… e depois não chega”, comenta com humor.
A relação de casal também reflete este equilíbrio: cada um mantém o seu espaço, dormem em quartos separados e seguem rotinas próprias.
O espanhol não procura aconselhar outros a seguir o seu caminho, mas alerta para a necessidade de manter a mente aberta: “Tudo é barato, mas se compras o que não precisas, sai caro”.
De acordo com o Notícias Trabajo, os 66 anos, Alberto não faz grandes planos e afirma viver feliz no país asiático, sem intenções de regressar a Espanha.
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