O IRS 2026, relativo aos rendimentos de 2025, pode começar a influenciar o valor do seu reembolso muito antes da entrega oficial da declaração. Até 2 de março há comunicações e validações obrigatórias no Portal das Finanças que podem fazer a diferença entre receber mais dinheiro ou perder deduções fiscais.
De acordo com o Economia e Finanças, site espcializado em economia, esta fase preparatória é determinante para que a Autoridade Tributária calcule corretamente o imposto com base na situação real de cada contribuinte. Apesar de a entrega da declaração decorrer apenas entre 1 de abril e 30 de junho, o calendário fiscal começa, na prática, semanas antes.
1. Validar despesas no e-Fatura
Um dos passos mais importantes é a confirmação das faturas no e-Fatura. Segundo explica o site, todas as despesas realizadas em 2025 devem estar corretamente classificadas para que sejam consideradas nas deduções à coleta.
Faturas pendentes ou mal enquadradas podem reduzir o valor do reembolso. A validação deve ser feita até 2 de março, sobretudo nas categorias que permitem benefícios adicionais, como saúde, educação, lares ou despesas que beneficiam da exigência de fatura em determinados setores.
2. Atualizar o agregado familiar
Qualquer alteração no agregado familiar ocorrida entre 31 de dezembro de 2024 e 31 de dezembro de 2025 deve ser comunicada até esta data.
Divórcios, nascimento de filhos, guarda partilhada ou mudança de residência são exemplos que influenciam o cálculo do imposto. De acordo com a publicação, a falta desta atualização pode levar a que a declaração pré-preenchida surja desajustada à realidade do agregado.
3. Entregar comprovativo de frequência de ensino
Se tem até 26 anos, ainda integra o agregado familiar e já aufere rendimentos sujeitos a IRS, deve entregar até 2 de março o comprovativo de frequência de estabelecimento de ensino caso pretenda continuar incluído na declaração familiar.
Segundo o Economia e Finanças, a omissão deste documento pode fazer com que o jovem seja tratado como contribuinte independente, com impacto nos benefícios fiscais associados aos dependentes.
4. Comunicar rendas recebidas
Os senhorios que não estejam obrigados à emissão mensal de recibos eletrónicos devem comunicar até esta data as rendas recebidas em 2025.
A mesma fonte recorda que esta obrigação evita divergências na liquidação e potenciais correções posteriores por parte da Autoridade Tributária.
5. Indicar despesas de educação no interior ou regiões autónomas
As despesas de educação suportadas no interior do país ou nas regiões autónomas podem beneficiar de majorações fiscais. No entanto, este benefício não é automático.
Segundo a publicação, é necessário comunicar essa situação até 2 de março para que a dedução adicional seja considerada no cálculo do imposto.
6. Declarar encargos com rendas no interior
Também as rendas pagas por imóveis situados no interior do país podem dar direito a benefícios fiscais específicos.
De acordo com o Economia e Finanças, o contribuinte deve indicar essa situação no Portal das Finanças até ao mesmo prazo, sob pena de o benefício não ser refletido na liquidação.
Embora muitos contribuintes só se preocupem com o IRS a partir de abril, estas etapas prévias podem ter impacto direto no resultado final. Alguns minutos dedicados à verificação e comunicação de dados até 2 de março podem traduzir-se num reembolso mais elevado ou numa redução do imposto a pagar.
Antes de entregar a declaração, vale a pena confirmar se tudo está em ordem. O valor final pode depender de detalhes que passam despercebidos.
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