A Netflix vai deixar de funcionar em milhões de dispositivos a partir de 2 de março de 2026, numa das maiores atualizações técnicas da sua história. A decisão afeta consolas e televisores mais antigos, incluindo a PlayStation 3, e integra uma revisão profunda dos padrões de segurança e transmissão da plataforma de streaming.
De acordo com o jornal espanhol El Economista, a empresa prepara um corte de compatibilidade que poderá atingir mais de 87 milhões de equipamentos em todo o mundo. A medida faz parte de uma estratégia de modernização tecnológica, com foco na segurança, estabilidade e melhoria da qualidade de imagem.
PlayStation 3 chega ao fim do suporte
A principal afetada é a PlayStation 3. Lançada em 2006, a consola foi durante anos um dos dispositivos mais utilizados para aceder à Netflix. Segundo a mesma fonte, a aplicação deixará de ser compatível com este modelo a partir de 2 de março de 2026.
Os utilizadores já começaram a receber notificações no ecrã com o código de erro R40, a indicar o fim do suporte. Tendo sido vendidas mais de 87 milhões de unidades ao longo da sua vida comercial, o impacto simbólico da decisão é significativo, explica a publicação.
A descontinuação do serviço na PS3 não é inesperada, tendo em conta a idade do equipamento e a evolução tecnológica da plataforma.
Televisores antigos também perdem acesso
Mas não são apenas as consolas que serão afetadas. De acordo com o El Economista, uma vasta gama de televisores inteligentes fabricados antes de 2015 deixará igualmente de ter acesso à aplicação.
Modelos mais antigos de marcas como Samsung, LG, Sony e Panasonic estão entre os potenciais afetados. Algumas versões da Apple TV também poderão perder compatibilidade.
Segundo explica o site, muitos destes equipamentos não dispõem de capacidade de processamento suficiente para executar as versões mais recentes da aplicação, nem suportam os novos codecs de compressão de vídeo e áudio.
O que está por detrás da decisão
A Netflix justifica a medida com limitações técnicas. De acordo com a publicação, os novos codecs permitem melhorar a qualidade de imagem e som com menor consumo de dados, mas exigem hardware mais recente.
A segurança é outro fator determinante. Sistemas operativos que deixaram de receber atualizações tornam-se mais vulneráveis a falhas e ciberataques. Manter compatibilidade com dispositivos com mais de uma década implica custos técnicos e humanos que a empresa optou por redirecionar para novas funcionalidades.
Segundo a mesma fonte, a plataforma tem vindo a investir em soluções baseadas em inteligência artificial e em melhorias na experiência de utilização, o que exige padrões técnicos mais elevados.
Há alternativas para quem for afetado
Para os utilizadores cujos dispositivos deixem de ser compatíveis, não será necessariamente preciso substituir a televisão. Segundo o El Economista, existem alternativas de baixo custo que permitem continuar a aceder ao serviço.
Dispositivos de streaming externos como Amazon Fire TV Stick, Google Chromecast ou Roku podem ser ligados à porta HDMI e garantem acesso à aplicação, com atualizações regulares.
Outra opção passa por ligar um computador à televisão através de cabo HDMI ou utilizar consolas mais recentes, como a PlayStation 4, PlayStation 5 ou Xbox Series X e Series S, que continuam a ter suporte integral.
A atualização técnica marca o fim de uma era para alguns equipamentos, mas insere-se numa tendência mais ampla de renovação tecnológica no setor do streaming. Para muitos utilizadores, o impacto será limitado. Para outros, poderá ser o momento de rever o equipamento utilizado para aceder às plataformas digitais.
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