Raspar o carro numa parede, num pilar de estacionamento ou até num arbusto pode deixar riscos visíveis na pintura. Às vezes, o condutor nem repara no momento. Só mais tarde, ao lavar ou secar o carro, nota o risco, discreto mas presente, a interromper o brilho da superfície.
Situações como estas são frequentes e não implicam sempre uma ida à oficina. Muitas vezes, é possível resolver o problema com métodos simples e produtos acessíveis. Ainda assim, importa saber quando a solução caseira é suficiente e quando deve ser deixada para os profissionais.
De acordo com o Automóvel Club de Portugal (ACP), o primeiro passo consiste em passar o dedo pelo risco. Se a unha prender ou houver desnível ao toque, o mais seguro é procurar apoio técnico. Mas se o dedo deslizar com facilidade, o risco é superficial e pode ser tratado em casa.
Limpeza antes da remoção é essencial
Antes de qualquer tentativa de remoção de riscos no carro, é necessário garantir que a área está limpa e seca. A mesma fonte aconselha o uso de água morna com sabão neutro para lavar bem a superfície danificada. Após o enxaguamento, deve-se secar com um pano limpo e sem fibras soltas.
Este passo é essencial para evitar que sujidades invisíveis ao olho nu sejam arrastadas durante o polimento, o que poderia agravar o estado da pintura. Segundo a mesma fonte, negligenciar a limpeza pode comprometer todo o processo.
Escolher o produto certo faz diferença
Existem no mercado várias soluções para a remoção de riscos no carro. Algumas vêm com almofadas de polimento incluídas, outras não. É importante ler cuidadosamente as instruções do produto adquirido, uma vez que a aplicação pode variar conforme a composição.
Aplicar com movimentos circulares
Com a zona devidamente limpa e o produto pronto a usar, deve aplicar-se o polidor com movimentos circulares e constantes. O objetivo é que a substância atue de forma uniforme, sem exercer pressão excessiva que possa causar danos adicionais.
Não esquecer os resíduos finais
Após a aplicação, a superfície deve ser novamente limpa com um pano de microfibras. Conforme a fonte acima citada, importância de não deixar que os restos do produto sequem sobre a pintura, pois podem criar manchas ou marcas novas.
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Solução temporária ou duradoura?
A remoção de riscos no carro através deste método é eficaz em casos ligeiros, mas não substitui reparações mais profundas. Se o verniz estiver comprometido ou houver exposição do metal, o recurso a um profissional é recomendado.
Verificar sempre o tipo de dano antes de agir
Nem todos os riscos têm a mesma origem nem a mesma solução. A raspagem provocada por galhos, por exemplo, tende a ser mais leve do que um arranhão feito com objetos metálicos. Entender o tipo de risco ajuda a escolher o tratamento mais adequado.
Seguir o passo a passo com atenção
Os procedimentos indicados pelo ACP devem ser seguidos com rigor. Desde a limpeza até à remoção dos excessos de produto, cada etapa tem impacto no resultado final. A atenção aos detalhes faz a diferença entre um retoque eficaz e uma pintura manchada.
Testar em pequena zona é uma opção segura
Para quem tem dúvidas sobre o efeito do produto, o ideal é fazer uma pequena aplicação numa zona menos visível do veículo. Se não houver alterações indesejadas, pode então aplicar-se na área principal.
Com um pano de microfibras, uma almofada de polimento e a solução adequada, é possível obter resultados satisfatórios na remoção de riscos no carro, sem recorrer a equipamentos dispendiosos.
Evitar riscos futuros é também possível
Optar por estacionamentos amplos, afastar-se de árvores e evitar superfícies rugosas são formas simples de evitar novos riscos na pintura. Conforme o ACP, prevenção continua a ser a melhor forma de evitar problemas.
















