O Movimento de Cidadania dos Utentes da EN125, Sotavento avisou este sábado, 17 de janeiro, que o “péssimo estado” do piso entre Vila Nova de Cacela e Tavira no Algarve se está a agravar e “a colocar diariamente em risco a segurança de milhares” de condutores que usam a estrada, apontando buracos, rasgos e abatimentos agravados pelas chuvas recentes.
A estrutura, que representa utilizadores da Estrada Nacional 125 no sotavento algarvio, sustenta que a requalificação da via ficou, mais uma vez, “desigual”, ao abranger sobretudo o troço entre Vila do Bispo e Olhão, deixando o setor mais oriental do Algarve com problemas persistentes.
Segundo a mesma fonte, a degradação do pavimento tem provocado circulação perigosa e “danos frequentes” em viaturas, num corredor rodoviário que serve deslocações diárias de residentes e também acessos a atividades económicas e turísticas.
Buracos, rasgos e abatimentos agravados pela chuva
No comunicado citado pela agência Lusa, o Movimento refere que, apesar de intervenções em 2018 na zona mais oriental, os trabalhos terão ficado concentrados no troço entre Aldeia Nova (Vila Real de Santo António) e Altura (Castro Marim).
Já no segmento entre Vila Nova de Cacela e Tavira, lamenta que não tenha havido, nos últimos anos, “qualquer requalificação estrutural digna desse nome”, apontando um cenário que considera incompatível com padrões mínimos de segurança rodoviária.
O Movimento volta a pedir uma resposta célere das entidades responsáveis, defendendo que o problema deixou de ser apenas de conforto de circulação e passou a ser, acima de tudo, de segurança pública.
Rotunda de Santa Rita volta ao centro das queixas
Além do estado do piso, os utentes sublinham a “necessidade urgente” de construir uma rotunda no cruzamento de Santa Rita, uma infraestrutura que dizem constar de projetos iniciais de requalificação da EN125, mas que “nunca chegou a ser executada”.
O cruzamento foi parcialmente fechado “há vários meses”, segundo o Movimento, numa decisão atribuída à Infraestruturas de Portugal, criando um “bloqueio” que “impede a viragem à esquerda e o seguimento em frente” de Santa Rita para Cacela Velha.
Sem rotunda como alternativa, a estrutura considera que a solução tem obrigado moradores e empresas a percursos adicionais ou manobras de inversão mais adiante na via, com impacto direto na mobilidade local e na atividade económica.
“Abandono e discriminação territorial” no sotavento algarvio
O Movimento classifica o caso como uma “situação prolongada de abandono e discriminação territorial”, defendendo que o sotavento tem sido sucessivamente adiado nas obras estruturais na EN125.
De acordo com a Lusa, o tema do cruzamento de Santa Rita já tinha motivado contestação pública e pressão autárquica em anos anteriores, com pedidos para uma solução definitiva que aumente segurança e reduza constrangimentos às populações.
Para já, os utentes insistem que a reposição de condições de segurança no troço entre Vila Nova de Cacela e Tavira deve ser tratada como prioridade, defendendo obras com impacto real, e não apenas remendos pontuais, numa das estradas mais utilizadas do Algarve.
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