O Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António, acolhe no próximo dia 2 de maio, às 15:30, a sessão inaugural do ciclo de conversas “O Sul como Palco”, uma iniciativa promovida pela Rede AZul – Rede de Teatros do Algarve.
Subordinado ao tema “Teatros e Territórios”, o primeiro encontro propõe uma reflexão alargada sobre o papel das artes performativas no desenvolvimento cultural e social da região.
O painel reúne personalidades de diferentes áreas, entre as quais Pedro Adão e Silva, sociólogo e ex-ministro da Cultura, Ana Umbelino, investigadora, Dália Paulo, diretora artística do Cineteatro Louletano, e João Galante, codiretor artístico da associação cultural Casa Branca.
A sessão conta com curadoria e moderação de Rui Horta, coreógrafo e programador cultural, descrito pela organização como “uma figura de referência no panorama artístico nacional”, que orientará o debate ao longo da tarde.
Cultura e território em debate
O ciclo “O Sul como Palco” estende-se ao longo do mês de maio, passando por quatro localidades algarvias, e pretende envolver “artistas, programadores, técnicos, mediadores e cidadãos” numa reflexão conjunta sobre o papel da cultura no território.
Segundo a organização, a iniciativa visa “promover um debate participado” em torno de questões estruturais como o impacto da cultura no desenvolvimento regional, a criação e fidelização de públicos e o reforço do apoio à produção artística.
Entre os temas em destaque estarão ainda a qualificação das equipas dos equipamentos culturais e a necessidade de consolidar uma visão integrada das artes performativas no Algarve, reforçando a sua ligação às comunidades locais.
Rede AZul reforça cooperação regional
A Rede AZul – Rede de Teatros do Algarve tem como missão “apoiar a criação, circulação e promoção da oferta cultural na região”, reunindo atualmente 14 municípios algarvios numa estratégia conjunta de dinamização cultural.
Integram esta rede os concelhos de Albufeira, Aljezur, Castro Marim, Faro, Lagoa, Lagos, Loulé, Olhão, Portimão, São Brás de Alportel, Silves, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António.
A programação do ciclo distribui-se por várias datas e territórios, permitindo descentralizar o debate e aproximar diferentes comunidades das discussões sobre cultura e desenvolvimento.
Quatro sessões ao longo de maio
O calendário do ciclo inicia-se a 2 de maio, em Vila Real de Santo António, com o tema “Teatros e Territórios”. Segue-se, a 9 de maio, em São Brás de Alportel, a sessão “Públicos em movimento: Quem vem ao teatro – e quem ainda não vem”.
A terceira sessão realiza-se a 16 de maio, em Vila do Bispo, sob o mote “As Casas da Arte: a curadoria, as equipas, as redes e a sustentabilidade”.
O ciclo encerra a 23 de maio, em Portimão, com o debate “O Futuro do Futuro: Criação artística, comunidade, reinvenção”, concluindo um percurso de reflexão sobre o papel das artes performativas no Algarve contemporâneo.
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