O Município de Tavira dinamizou recentemente um conjunto de oficinas destinadas a alunos do 2.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário, no âmbito do trabalho de promoção e valorização do Património Cultural Imaterial. As atividades, que envolveram cerca de 170 estudantes, centraram-se em duas práticas tradicionais: a empreita de palma e a construção artesanal de brinquedos em cana.
Segundo refere a autarquia, estas ações tiveram como objetivo “preservar e valorizar os saberes tradicionais ligados à Dieta Mediterrânica, fomentando o contacto direto das crianças com artesãos locais e técnicas ancestrais”. A iniciativa permitiu, assim, dar a conhecer às gerações mais novas a arte da empreita – trançado manual de folhas de palma seca – e a construção de brinquedos com recurso a cana, um material de origem natural abundantemente presente na paisagem algarvia.
Durante as sessões, os estudantes tiveram a oportunidade de trabalhar diretamente com materiais naturais, compreendendo a sua origem e propriedades. Entre os objetos criados encontram-se pulseiras, marcadores de livros, cintos, bonecos e até instrumentos musicais simples. “As oficinas são também um espaço de partilha intergeracional e de reflexão sobre sustentabilidade, criatividade e identidade cultural”, sublinha o Município de Tavira.
As atividades foram desenvolvidas em articulação com os estabelecimentos de ensino do concelho e contaram com o apoio da Associação Em Contacto Tavira e do artesão Domingos Romeira Vaz, cuja colaboração foi “fundamental na transmissão de conhecimentos e na preservação destas tradições seculares”.
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