Um homem detido na terça-feira em Loulé por suspeitas de utilização ilícita de dados bancários para desviar milhares de euros ficou proibido de sair do país e sujeito a apresentações trissemanais às autoridades, revelou esta quinta-feira fonte da Polícia Judiciária (PJ).
Segundo a mesma fonte, o arguido, de nacionalidade estrangeira, ficou ainda obrigado ao pagamento de uma caução e à entrega do passaporte, após ter sido presente a primeiro interrogatório judicial.
De acordo com a PJ, o suspeito terá utilizado dados bancários de várias vítimas para obter dezenas de milhares de euros, alegadamente usados na compra de bens de elevado valor económico posteriormente introduzidos em circuitos de revenda.
Homem está indiciado por branqueamento e abusos de cartão bancário
Segundo a PJ, o homem que “tinha uma grande mobilidade” nacional e internacional, com frequentes viagens ao estrangeiro, está indiciado por branqueamento e abusos de cartão bancário ou dados de pagamento.
A grande mobilidade permitia-lhe abandonar rapidamente a região, criando sério risco de fuga e comprometendo a preservação e recolha de prova, especificou a polícia num comunicado divulgado na quarta-feira.
A detenção resultou da investigação e da recolha de elementos de prova que sustentaram “de forma robusta”, a emissão de um mandado de detenção fora de flagrante delito e de um mandado de busca domiciliária”, especificou a PJ.
Segundo a polícia, durante a operação foram apreendidos diversos equipamentos informáticos, de telecomunicações e documentação bancária.
A PJ adianta que a investigação, tutelada pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Faro, vai prosseguir “para total esclarecimento dos factos e eventual identificação de outros intervenientes na atividade criminosa”.
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