O PSD Algarve saudou o avanço do processo do Hospital Central do Algarve, aprovado em Conselho de Ministros, considerando que se trata de “um passo concreto após décadas de promessas não cumpridas”, com um investimento estrutural estimado em cerca de 420 milhões de euros.
Em comunicado, os social-democratas sublinham que “não são anúncios, são decisões”, enumerando a abertura do concurso, a repartição dos encargos de financiamento, a nomeação do júri e a celebração de protocolos com os municípios e a Universidade do Algarve, atos que considera “parte integrante da obra”.
Segundo o PSD Algarve, o novo Hospital Central representa “um salto qualitativo na saúde da região” e deverá estar concluído num horizonte de seis a sete anos. A infraestrutura está projetada para dispor de mais de 700 camas de internamento, 18 salas de bloco operatório, dezenas de gabinetes de consulta, salas de parto, hospital de dia e meios tecnológicos avançados, incluindo TAC, ressonâncias magnéticas, PET-CT e câmara gama.
O partido destaca ainda o reforço das unidades de cuidados intensivos e intermédios, a capacidade de atrair e fixar profissionais de saúde e a articulação com o curso de Medicina da Universidade do Algarve, apontada como “vital para o reforço e ampliação do projeto”.
Medidas imediatas e crítica política
O PSD Algarve afirma compreender que “quem sofre hoje não pode esperar seis ou sete anos” e sublinha a implementação de soluções imediatas, como o lançamento das Unidades de Saúde Familiar de Tipo C, que deverão garantir médico de família a mais de 50 mil algarvios, a aquisição de um PET para diagnóstico oncológico e a requalificação do bloco operatório de Faro, já inaugurada.
No plano político, o partido reconhece “o ceticismo dos algarvios”, afirmando que “foram enganados durante tanto tempo que a descrença se tornou inevitável”. Ainda assim, acusa o PS de tentar desvalorizar o processo, referindo que “a autoridade moral do PS nesta matéria é semelhante à de um criminoso a gritar justiça”.
O presidente do PSD Algarve, Cristóvão Norte, considera que “este hospital tem de ser o símbolo de que o Algarve pode voltar a acreditar na política”, defendendo que a região “tem de deixar de estar na fila de espera do país”. O partido conclui que “o futuro está a ser construído, sem deixar de cuidar do presente”.
Leia também: Ana Paula Martins considera histórica a decisão de avançar com o Hospital Central do Algarve















