
Erguido sobre a falésia, junto à Fortaleza da Arrifana, em Aljezur, o restaurante O Paulo parece suspenso entre o mar e o céu. Dali, o olhar alcança o portinho da Calheta e a Pedra da Agulha, ícone natural que se ergue como sentinela da praia. A vista é inesquecível, mas quem ali se senta não vem apenas pela paisagem. Vem pelo sabor.
De acordo com o site do restaurante, a ementa é construída sobre um princípio simples: frescura e qualidade. O peixe é trazido diariamente das lotas da região, o marisco mantém-se vivo até ao momento da confeção e a carne é escolhida entre os melhores cortes disponíveis. A cozinha privilegia a autenticidade, servida com uma apresentação cuidada que valoriza o essencial: o produto.
Cataplanas e arrozes com sabor a mar
Entre as propostas mais procuradas estão as cataplanas. A cataplana de peixe da costa, que combina tamboril, camarão, mexilhão e lingueirão, é servida para duas pessoas e tem um preço de 54,50 euros. A cataplana de marisco, também pensada para dois, custa 68,50 euros. Ambas são preparadas no momento e seguem a tradição algarvia de cozinhar lentamente, com o mar a poucos metros.
Nos arrozes, o destaque vai para o arroz de tamboril com camarão e mexilhão, igualmente para duas pessoas, com um valor de 52,50 euros. Já o arroz de marisco tem o custo de 54,50 euros. Escreve o site que estes pratos são confecionados sob pedido, garantindo a frescura e o equilíbrio dos sabores.
Mariscadas que contam histórias da casa
Para quem prefere o mar em versão mais direta, há várias mariscadas. A mariscada real, com lagosta, lagostim, camarão gigante, carabineiros e sapateira, custa 225 euros e é uma das experiências mais completas do restaurante. Acrescenta a publicação que a mariscada à Arrifana, composta por mexilhões, ostras, amêijoas e lingueirão, é servida por 95 euros, enquanto a mariscada à Paulo, que inclui perceves e lavagante, atinge os 125 euros.
Conforme a mesma fonte, a carta de mariscos varia consoante a disponibilidade do dia, respeitando a sazonalidade e a captura local. A oferta reflete o espírito da Arrifana: uma antiga comunidade piscatória que soube manter a ligação ao mar, mesmo com a chegada do turismo.
Um restaurante com história
Paulo Silva, fundador e responsável pelo restaurante, viveu durante vários anos na Holanda e trabalhou em diferentes países antes de regressar ao Algarve. Explica o site do restaurante O Paulo que essa experiência moldou a forma como gere a casa, unindo o rigor aprendido fora com a tradição que encontrou à beira-mar. A aposta em produtos frescos e um serviço atento são, desde o início, a sua fórmula de sucesso.
A localização no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina oferece mais do que uma refeição: um cenário onde o mar e a mesa se encontram. Da esplanada é possível avistar as falésias que se estendem até ao Cabo Sardão e, em dias claros, o Pontal da Carrapateira. Segundo a mesma fonte, essa vista é uma das mais procuradas de toda a costa.
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